Economia: o que esperar do segundo semestre?

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O primeiro semestre chegou ao fim com uma economia bastante instável e com o medo de recessão  instaurado. O primeiro semestre foi marcado por novas ondas de Covid-19 com novos lockdowns na segunda maior economia do mundo, a China.

Além disso, o conflito entre Rússia e Ucrânia têm contribuído para a elevação da aversão ao risco no mercado. Nesse sentido, o conflito também tem contribuído para o aumento da inflação global, assim reduzindo o poder de compra de consumidores e impactando as famílias em muitos países.

O Brasil e a economia internacional

Além dos fatores da economia externa, o Brasil conta ainda com uma variável de extrema volatilidade, as eleições.

Diferentemente de outros países, como Estados Unidos e a própria União Europeia, o Brasil começou bem cedo o seu aperto monetário, a fim de combater a inflação que assola a população brasileira. Com isso, espera-se um crescimento de 1% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre deste ano é “robusto” e mostrou que a economia brasileira tem se mostrado resiliente.

 O avanço dos indicadores de atividade está em linha com a evolução positiva do mercado de trabalho, cujos dados mais recentes mostram que o ritmo de recuperação se intensificou ao longo dos últimos três meses. Esse conjunto de indicadores sugere boas perspectivas para o PIB no segundo trimestre.

Segundo o IPEA, para o segundo semestre do ano, espera-se alguma desaceleração da atividade econômica, em função de fatores externos e internos. Diante disso, a economia deve fechar 2022 com crescimento de 1,8% do PIB.

Porém, a economia internacional e o desenrolar de uma recessão na principal economia do mundo, os Estados Unidos, pode acabar afetando a recuperação econômica do país.

A inflação

Os governos enfrentam escolhas políticas difíceis enquanto tentam proteger seu povo dos preços recordes dos alimentos e dos custos crescentes da energia causados pela inflação que teve, em partes, origem no conflito entre russos e ucranianos.

Com a continuidade do arrasto do conflito, paira-se o medo sobre a economia mundial de até quando os Bancos Centrais deverão realizar ajustes na taxa de juro, a fim de controlar a inflação e reduzir os danos dentro dos lares.

A economia norte-americana

Ainda no primeiro trimestre, a economia norte-americana surpreendeu e encolheu 1,6%, quando a variante Ômicron alimentou um aumento recorde nos casos de Covid. Outro trimestre negativo indicaria que o país entrou em uma recessão técnica, que é definida quando há dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do PIB.

O Federal Reserve (FED) demorou para realizar o aperto monetário e agora, a população norte-americana começa a sofrer com os sinais de recessão econômica, como em 2008, na crise da bolha imobiliária.

Além disso, ajustados pela inflação, os gastos do consumidor caíram pela primeira vez este ano em maio. O declínio, pior do que o esperado, fez com que uma segunda queda consecutiva trimestral no PIB.

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