Dólar emenda terceira semana em alta, com prévia da inflação nas alturas

Moeda norte-americana sobe 0,65% nesta sexta (24) e encerra semana cotada a R$ 5,34; esse é o maior patamar de fechamento em um mês

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Os brasileiros que esperam a queda do dólar para viajar, não têm sossego. Os brasileiros que não pensam em viajar, mas apenas em pagar mais barato por produtos importados ou relacionados a isso, também não. Tudo graças ao dólar, que teima em continuar nas alturas.

Nesta sexta-feira (24), a moeda norte-americana encerrou o pregão em alta de 0,65%, cotada a R$ 5,3433. Aliás, esse é o maior patamar de fechamento desde 23 de agosto (R$ 5,3802). Na semana, o avanço acumulado foi de 1,07%, terceiro resultado positivo. Na parcial de 2021, a valorização está em 3,01% ante o real.

As consequências para o aumento do dólar são diversas. A alta da moeda americana representa, proporcionalmente, a desvalorização do real. Dessa forma, será necessário mais dinheiro para comprar dólares, dificultando as viagens de brasileiros para os Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, o dólar mais alto encarece o preço do pão, pois o trigo é importado, e as importações são cotadas justamente em dólar. Assim, ajuda a impulsionar a inflação do país, que não para de subir. Inclusive, nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de agosto, considerado a prévia da inflação oficial do país.

Em suma, a variação de 1,14% foi a maior para um mês de agosto desde 1994, início do Plano Real. Aliás, os analistas até projetavam uma taxa elevada no mês (1,02%), mas o aumento veio ainda maior que o esperado. E os principais itens que impulsionaram a inflação no mês passado foram a gasolina e a energia elétrica.

Veja o que impactou a cotação do dólar na semana

A semana começou pra lá de preocupante com a Evergrande. A crise na segunda maior empresa do setor imobiliário chinês pode resultar em sua falência e no consequente calote às dívidas que possui, na ordem de US$ 300 bilhões. Isso ajudou a impulsionar o dólar na segunda.

No entanto, o que mais pesou durante a semana foram as decisões dos Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos. Aqui, o BC elevou em 1,0 ponto percentual a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 6,25%. Essa foi a quinta alta seguida e a taxa está no maior patamar desde julho de 2019. Tudo para tentar segurar a inflação, que continua bastante elevada, como revelou o IPCA-15.

Por fim, o Federal Reserve (Fed), BC dos EUA, manteve os juros estáveis entre 0% e 0,25%. No entanto, o banco sinalizou mais uma vez que a compra de títulos públicos, atualmente em US$ 120 bilhões, será reduzida “em breve”. A propósito, o Fed vem injetando estímulos na economia norte-americana desde março do ano passado devido à pandemia da Covid-19.

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