Dívida pública recua para R$ 5,37 trilhões em outubro

Montante tem queda de 1,29%, segundo mês de decréscimo; Tesouro Nacional projeta dívida entre R$ 5,6 e R$ 5,9 trilhões no final de 2021

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dívida pública federal atingiu R$ 5,373 trilhões em outubro deste ano. Isso representa uma queda de 1,29% em relação ao mês anterior. Inclusive, o decréscimo é o segundo consecutivo, visto que a dívida sofreu uma redução de 0,68% em setembro. A saber, a dívida em títulos inclui os endividamentos do governo tanto no Brasil quanto no exterior.

Em resumo, o Tesouro Nacional emite a dívida pública para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Dessa forma, há a possibilidade de pagar despesas que superam a arrecadação com impostos e tributos. Aliás, a Secretaria do Tesouro Nacional divulgou os dados nesta quarta-feira (24).

O Tesouro Nacional revelou que os resgates de títulos públicos superaram a a emissão em R$ 125 bilhões em outubro. Isso ocorreu porque os resgates totalizaram R$ 271,4 bilhões, enquanto as emissões chegaram a R$ 146,4 bilhões no mês. A subtração destes montantes resultou no recuo da dívida pública do país em outubro.

Expectativa do Tesouro é de crescimento da dívida

Embora o valor já represente um valor bastante expressivo, a expectativa do Tesouro Nacional é que a dívida pública cresça nos últimos meses do ano. Na verdade, o órgão acredita que o Brasil encerrará 2021 com uma dívida entre R$ 5,6 e R$ 5,9 trilhões.

Vale destacar que as estimativas haviam recuado em relação à previsão do início do ano, mas voltaram ao mesmo patamar de janeiro em julho. A propósito, a dívida atingiu R$ 5 trilhões no final de 2020, principalmente por causa das despesas realizadas no combate à pandemia da Covid-19 no país.

“No cenário doméstico observou-se nível elevado de volatilidade. Os juros de curto prazo reagiram às expectativas em relação aos movimentos futuros de política monetária, enquanto os prazos mais longos precificaram riscos fiscais associados à questão da PEC dos Precatórios e ajustes no Teto de Gastos. Nesse cenário, o Brasil teve performance pior que os pares [emergentes]”, disse o Tesouro.

Por fim, o órgão revelou que houve ganhos dos mercados internacionais na parcial de novembro devido a “resultados corporativos acima das projeções e de dados econômicos indicando recuperação nos EUA”.

“Ao longo do mês, a maior estabilidade nos mercados permitiu ao Tesouro iniciar a retomada gradual das emissões, voltando a ofertar prefixados e índice de preços em quantidades mais próximas da normalidade”, acrescentou o Tesouro.

Leia Mais: Confiança do consumidor recua 1,4 ponto em novembro

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