Dinheiro é a maior preocupação de 74% dos trabalhadores do país

Pesquisa revela que apenas 17,8% dos entrevistados afirmaram que conseguem cobrir os gastos e ainda poupar algum valor mensalmente

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As dificuldades financeiras continuam afetando a vida do brasileiro. Nos últimos tempos, a disparada da inflação reduziu o poder de compra da população. Aliás, o salário mínimo do país está valendo menos do que há quatro anos, apesar dos reajustes anuais, descontada a inflação. E tudo isso vem pesando no bolso dos cidadãos.

De acordo com uma pesquisa realizada pela fintech Onze, 74% dos brasileiros afirmam que o dinheiro é a sua maior preocupação. Em seguida, ficaram angústias pela família (60%), pela saúde (57%) e pelo trabalho (44%).

Em resumo, a pesquisa ouviu 1.603 trabalhadores assalariados com a carteira de trabalho assinada. Inclusive, esse segmento pesquisado evidencia as dificuldades para a população, uma vez que os trabalhadores formais costumam ter uma renda maior que os informais.

Estresse financeiro afeta desempenho no trabalho

As preocupações dos brasileiros com o dinheiro provoca o chamado “estresse financeiro”. A saber, os impactos podem alcançar a saúde do trabalhador, bem como a sua produtividade no trabalho. Por falar nisso, 30,6% dos entrevistados afirmaram que as angústias com a falta de dinheiro afetam o desempenho no trabalho.

Desse percentual, a preocupação com dinheiro provoca perda de sono para 59,1%, enquanto a perda de foco atinge 54,8%. Além disso, o mau humor e a impaciência com os colegas afeta 20,3% dessa fatia.

“Levando em consideração que o dinheiro é a maior preocupação de 74% dos entrevistados e 31% afirmam ter seu rendimento afetado, chegamos a uma média de 25% de trabalhadores afetados pelo estresse financeiro. Ou seja, 1 em cada 4 trabalhadores CLTs”, disse o relatório da Onze.

A pesquisa destacou que 75% dos entrevistados afirmaram perceber a influência do estresse financeiro na saúde mental. Em suma, 71,6% sofrem com sensação de ansiedade, enquanto 64,5% têm pensamento constante sobre dívidas e pagamentos. Os trabalhadores também citaram desânimo (58,3%), irritabilidade (46,7%) e medo do futuro (45,9%).

Apenas 17,8% dos trabalhadores cobrem os gastos e poupam no mês 

A pesquisa também revelou que apenas 17,8% dos trabalhadores conseguem cobrir os gastos e poupar uma parte do dinheiro ao final do mês. Já outros 42,7% dos entrevistados disseram que a renda atual cobre os gastos, mas não sobra nada.

Outros 33,7% afirmaram que possuem gastos superiores à renda mensal. Por sua vez, o restante disse que não faz controle financeiro e que, por isso, não sabiam responder.

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