Cúpula da CPI da Covid-19 analisará quase 2 mil documentos durante recesso

A CPI já fez 37 sessões e ouviu 27 depoimentos e agora a cúpula da comissão vai aproveitar o recesso parlamentar para analisar os documentos recebidos

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A CPI da Covid-19 retorna somente no próximo dia 03 de agosto. Até lá, a cúpula da Comissão utilizará esse recesso parlamentar para analisar os quase 2 mil documentos recebidos até agora. Segundo números do Senado Federal, a CPI realizou 37 sessões e ouviu 27 depoimentos.

Dentre os temas documentados estão a crise de oxigênio em Manaus, o atraso na compra de vacinas e a aposta do governo no “kit Covid”, que reunia alguns medicamentos sem eficácia comprovada, criticados enfaticamente pelos cientistas.

Nas últimas semanas, também surgiram as supostas ocorrências de corrupção no Ministério da Saúde. De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede), vice-presidente da Comissão, durante o período de recesso, a CPI não terá sessões presenciais ou depoimentos.

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A CPI já fez 37 sessões e ouviu 27 depoimentos e agora a cúpula da comissão vai aproveitar o recesso parlamentar para analisar os documentos recebidos. (Foto: reprodução)

Todavia, “os senadores querem criar pequenos grupos para agilizar a análise dos quase 2 mil documentos e avaliar as informações que continuam chegando à CPI e que podem ajudar a abrir novas linhas de investigação”, afirmou.

Na visão do vice-presidente da comissão, o relatório final da Comissão deverá ter três grandes partes. “A primeira foca no crime de desumanidade; a segunda, no conjunto de crimes comuns; e a terceira, na ocorrência, que me parece cada vez mais evidente, de crime político, ou seja, o crime de responsabilidade por parte das autoridades envolvidas nas ações, omissões e corrupções no decorrer da pandemia”, disse Randolfe.

Documentos na CPI

Por fim, o vice-presidente da CPI revela que são mais de dois terabytes de informação, o equivalente a 500 mil fotos ou mil horas de vídeo ou ainda 13 milhões de páginas de documentos, o que daria para encher a memória de 32 celulares de 64 gigabytes cada.

Esses documentos reúnem informações cruciais para a investigação como quebras de sigilo bancário e telefônico, relatórios sigilosos da justiça e até diálogos trocados por aplicativos de mensagens. Além das mensagens visíveis, especialistas da Polícia Federal (PF) e também peritos estão tentando recuperar informações que os investigados apagaram dos celulares.

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