Crise elétrica pode afetar a retomada da economia

Com a conta de luz mais cara no mês de julho, a crise elétrica pode afetar a retomada da economia diante do problema da pandemia que o país anda enfrentando devido à covid-19.

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Crise elétrica pode afetar a retomada da economia no país. Desde o dia 4 deste mês o reajuste na bandeira tarifária vermelha começou a valer, com um aumento de 52%. Sendo assim, o valor que antes era R$ 6,24 para cada 100 kWh consumidos agora subiu para R$ 9,49. O impacto causado por esse reajuste pesa no bolso dos brasileiros, e a previsão é de que a bandeira se mantenha acionada até dezembro, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) .

A medida adotada pela Aneel tem a intenção de forçar a economia de energia devido à escassez de água em reservatórios de usinas hidrelétricas.

O país está passando pela maior seca em mais de 90 anos, e isso consequentemente reduz o nível das represas hidrelétricas e atrapalha a geração de energia mais barata que o Brasil tem. Por causa disso, acaba sendo necessário acionar as usinas térmicas, que fazem uso de gás, diesel e até carvão para gerar energia, e essa forma de contornar o problema acaba impactando mais financeiramente, refletindo nos custos que aumentam a taxa da conta de luz da população.

Atualmente o nível dos reservatórios de água na região Sudeste e Centro-Oeste — territórios que correspondem por 70% da capacidade de geração de energia do país — está em apenas 29% da capacidade total de armazenamento, e não há previsão de chuva forte nessas regiões para lidar com a seca até meados de outubro.

Como a crise elétrica afeta a retomada da economia do país

A crise elétrica e hídrica pode reduzir a força da atividade de retomada econômica no Brasil e, ainda, elevar a inflação, que já é possível ser sentida no aumento da conta de luz neste mês.

Com a atividade econômica afetada pela crise elétrica, isso acaba refletindo também na dificuldade de crescimento e a geração de emprego.

Além disso, é possível que o juro do país, determinado pelo Banco Central, suba ainda mais do que o esperado, gerando crédito e financiamento mais caro, e isso reduz a demanda, já que a parcela, por exemplo, para comprar uma moto ou uma roupa no shopping vai ficar maior, reduzindo assim as compras dos consumidores.

Há ainda outro fator ligado ao exterior. Nos EUA a economia está acelerando e já está sendo discutido sobre quando os juros começarão a subir no país, e quando isso acontecer, o dólar ficará mais caro no mundo inteiro e isso poderá acarretar no aumento da inflação do Brasil, já que boa parte dos preços acabam sendo vinculados à moeda norte americana.

Apesar da arrecadação de impostos de janeiro a maio ter sido divulgada no mês passado pela Receita Federal (RFB), mostrando que houve um crescimento de 70% se comparado com os mesmos meses do ano de anterior e os economistas acreditarem que a retomada econômica do Brasil está acontecendo, tendo o próprio ministro da Economia Paulo Guedes afirmado que a economia “voltou a ficar de pé” e que “a economia brasileira continua surpreendendo favoravelmente”, é provável que ela agora, diante a crise elétrica, seja mais amena do que se esperava a um ou dois meses atrás.

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