Covid-19: Queiroga defende aulas presenciais e retomada das atividades econômicas

Ministro diz que Brasil precisa “se acostumar com o novo normal”

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a retomada das aulas presenciais e das atividades econômicas durante a pandemia de Covid-19 no Brasil. Segundo ele, o país “precisa se acostumar com o novo normal”.

As declarações foram dadas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (21) para anunciar portarias que liberam recursos para a contratação de equipes destinadas à atenção primária nos municípios.

“É necessário que já consigamos promover um retorno das atividades econômicas no Brasil. Nós temos uma capacidade de leitos disponíveis nos hospitais e vamos conviver com essa situação pandêmica até que consigamos controlá-la de uma forma definitiva”, disse.

O ministro ressaltou que a pasta trabalha para que a retomada de aulas presenciais no Brasil seja feita com o cumprimento de “todos os protocolos” sanitários.

Queiroga diz que não negou nomeação de médica bolsonarista

Além de defender as aulas presenciais e o retorno de atividades econômicas durante a pandemia no Brasil, durante a coletiva Queiroga afirmou que não negou a nomeação da médica bolsonarista Mara Regina Cordeiro, defensora do tratamento precoce contra a Covid-19 que havia sido nomeada para gerir o Hospital Federal de Ipanema.

“Ela estava indicada para o hospital e não quer dizer que eu não possa colocá-la lá. Apenas vou fazer uma análise global dos hospitais do Rio de Janeiro”, explicou.

Assim como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), além de defender o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, Mara Regina já criticou o uso de máscaras de proteção facial e questionou a eficácia das vacinas aplicadas no Brasil.

Medidas do Ministério da Saúde beneficiarão mais de 2.000 cidades

Na coletiva de imprensa, o secretário de Atenção Primária do ministério, Raphael Câmara Medeiros, informou que a pasta irá disponibilizar 2.477 equipes de atenção primária e 1.791 de saúde bucal aos municípios através de novas portarias. Também serão disponibilizados 13.415 novos agentes comunitários de saúde.

No total, o impacto financeiro das novas portarias, de acordo com Raphael Câmara, será de R$ 2.282.640.351,68 até o final do ano que vem. As medidas beneficiarão mais de 2.000 cidades brasileiras.

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