Covaxin: “Um dos três prevaricou”, diz Luis Miranda sobre Bolsonaro, Pazuello e Elcio Franco

Deputado federal levou denúncia sobre irregularidades na compra do imunizante ao presidente

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O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou nesta terça-feira (20) que está certo de que houve crime de prevaricação do caso da vacina Covaxin. “Que houve [prevaricação] de alguém, a gente não tem dúvidas”, disse o parlamentar em entrevista ao portal UOL.

“Um dos três prevaricou, com certeza”, apontou Miranda sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o ex-secretário executivo da pasta, o coronel Elcio Franco, que também estaria envolvido em outro escândalo envolvendo a compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

“Depois que a CPI [da Covid] estoura o tema, manda-se investigar, manda-se suspender o contrato até que tudo fique devidamente comprovado, uma série de ações que poderiam ter sido feitas no momento em que a gente foi lá [apresentar a denúncia a Bolsonaro]”, disse o deputado. “Alguém não agiu”.

O crime de prevaricação acontece quando um funcionário público não dá andamento a uma denúncia recebida. “O presidente [confirmou] o que falamos para ele, em entrevista. Ele disse que recebeu [os documentos], que passou para frente, ele valida que alguém então recebeu essa denúncia dele, que seria o Pazuello”, disse Miranda. “Quando o Pazuello mandou o Elcio investigar, ele deveria ter verificado; se não fez, alguém prevaricou”, explicou.

Irmãos Miranda sofreram ameaças após depoimento sobre caso Covaxin

A denúncia sobre o suposto esquema de corrupção na contratação de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin por R$ 1,6 bilhões pelo Ministério da Saúde ganhou destaque após depoimento de Luis Miranda e do irmão Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

“Meu irmão quer sair do país, foi ameaçado por alguns com envolvimento com milícia. Eu recebi várias ameaças, não sei se são fãs ou pessoas que querem te deixar com medo, ameaçam a mim e minha família. Acho que não tem volta. Tivemos a coragem lá atrás e quem quiser fazer maldade vai fazer de qualquer jeito”, revelou o deputado.

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