Conselho de Enfermagem investigará vazamento de informações do caso de Klara Castanho

Uma enfermeira, que participou do parto, teria vazado as informações para a imprensa

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O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) emitiu uma nota, no último domingo (26), confirmando que apurará o vazamento de informações sobre o parto de Klara Castanho. A atriz, em nota aberta, revelou que a situação foi exposta por uma enfermeira do Hospital Brasil, em São Paulo, onde ela deu à luz.

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“Compete ao Coren-SP apurar as situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem e adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem (Resolução Cofen nº 370/2010)”, começou o comunicado, lamentando toda a dor infligida em Klara por conta de um vazamento indevido de sua privacidade.

O Coren-SP reforça seu repúdio à situação e garante que tomará todas as medidas necessárias para apurar o caso da jovem: “O conselho seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional. Assim, o Coren-SP ressalta a cautela necessária sejam tomadas as medidas corretas para a apuração dos fatos”.

De acordo com exclusiva do colunista André Romano, do site Observatório da TV, a enfermeira já teria sido demitida de seu cargo no Hospital. O site Notícias da TV expôs, em exclusiva, que o marido da profissional de saúde teria tentado vender o ‘segredo’ de Klara em troca de uma boa quantia de dinheiro, mas não obteve sucesso.

Coren
Reprodução/Instagram

Relembre a carta aberta da atriz

Após a live de Antonia Fontenelle -apesar da atriz não citar nomes – os internautas começaram a especular sobre quem seria a atriz da TV Globo que teria doado seu filho. Na noite do último sábado (25), Klara Castanho revelou que foi ela quem ficou grávida – vítima de um estupro – e decidiu doar seu bebê, como é seu direito.

“Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que eu sofri. Eu fui estuprada. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família, nem dos meus amigos. Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse”, começou ela.

Klara revela que tomou todas as precauções após o crime, mas alguns meses depois começou a passar mal. Ao fazer uma tomografia, que foi encerrada antes do fim, ela descobriu que estava grávida. “Contei ter sido estuprada expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher grávida que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo”, frisou a atriz.

Aos 21 anos, ela decidiu passar por todos os trâmites legais para colocar o filho para adoção, mas logo após o nascimento do bebê, em maio deste ano, ela foi ameaçada por jornalistas e pela própria enfermeira que participou do parto.

 

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