Com novas doses da AstraZeneca, São Paulo interrompe mistura com Pfizer na 2ª dose

O governo paulista recebeu hoje 456 mil doses do imunizante

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O governo do estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira (15) que interromperá a mistura de doses entre AstraZeneca e Pfizer depois de receber novas doses do imunizante envasado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no Brasil. No total, 456 mil novas doses chegaram ao estado, que irá distribuir a vacina entre os municípios a partir de amanhã.

Por conta da escassez de doses da AstraZeneca para aplicação da segunda dose, São Paulo decidiu por implementar a intercambialidade de vacinas no começo desta semana, embora o Ministério da Saúde não recomende a mistura de doses de vacina de primeira e segunda dose.

“Vamos voltar a usar a vacina da AstraZeneca para completar o esquema vacinal daqueles que precisam e tem essas vacinas a serem vencidas a partir de agora”, declarou Regiane de Paula, coordenadora do PEI (Plano Estadual de Imunização), em coletiva de imprensa.

Com a chegada das novas doses da AstraZeneca, quem estava com a segunda dose atrasada deverá tomar o imunizante da Fiocruz, e não mais o da Pfizer.

“Os movimentos são sempre conjuntos, nunca isolados. As grades são enviadas em tempo oportuno. Não adiante chegar hoje uma grade de AstraZeneca quando isso já deveria ter sido feito na sexta. Por isso, de forma emergencial, usamos a vacina da Pfizer”, declarou a coordenadora do PEI.

AstraZeneca é a segunda vacina mais aplicada em São Paulo

Dessa forma, a vacina da Pfizer em estoque no estado de São Paulo voltará a ser utilizada apenas na imunização de adolescentes e como segunda dose em adultos. “O PEI enviou a grade de vacina para os adolescentes — isso tem um tempo para acontecer — antes do início dessa vacinação. Essa vacina da Pfizer, do adolescente, não está comprometida em nada”, declarou Regiane.

Até o momento, foram aplicadas cerca de 58 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 no estado de São Paulo. Dessas, pouco mais de 23 milhões são da CoronaVac, 22,9 milhões da AstraZeneca, 10,5 milhões da Pfizer e 1,1 milhão do imunizante de dose única da Janssen, de acordo com dados da secretaria estadual de Saúde.

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