Chile tem eleição presidencial marcante após 16 anos

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As eleições para eleger o futuro presidente, senadores, deputados e conselheiros regionais do Chile aconteceram no último domingo, 21. Participaram do pleito eleitoral mais de 4.400 candidatos a 485 cargos eletivos. 

 

Chile tem eleição presidencial marcante após 16 anos
Chile tem eleição presidencial marcante após 16 anos. (Imagem: Brasil de Fato)

 

A decisão pelo futuro presidente do Chile terá um segundo turno, onde a disputa será acirrada entre o candidato da extrema direita, José Antonio Kast, e o de esquerda, Gabriel Boric. O primeiro turno do pleito eleitoral foi marcante, pois pela primeira vez em 16 anos, não há a participação de Sebastián Piñera nem Michelle Bachelet. 

Piñera é o atual presidente do Chile, mas sofre com a rejeição popular após escapar de um impeachment. Por outro lado, Bachelet é uma alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos. A seguir, está uma relação com os nomes dos candidatos à presidência do Chile, bem como a intenção de votos para cada um deles por meio da pesquisa Plaza Pública:

  • José Antonio Kast (Partido Republicano): 25%;
  • Gabriel Boric (Convergência Social): 19%;
  • Franco Parisi (Partido da Gente): 10%;
  • Yasna Provoste (Partido Democrata Cristão): 9%;
  • Sebastián Sichel (Independente): 8%;
  • Marco Enriquez-Ominami (Partido Progressista): 5%;
  • Eduardo Artés (União Patriótica): 2%

É importante mencionar que, no Chile, a votação é facultativa, razão pela qual, nas últimas duas grandes eleições a participação da população local não ultrapassou a margem de 50% do total de eleitores cadastrados. 

No ano de 2017, quando Sebastián Piñera foi eleito, a participação eleitoral foi de apenas 46% no primeiro turno e de 48% no segundo turno. Na situação específica do Senado Federal, no qual o mandato é de oito anos, a eleição aconteceu somente em nove das dezesseis regiões do país. 

Entre os principais candidatos da atualidade, José Antonio Kast é um advogado conservador da extrema direita. Em seu plano presidencial, ele promete reduzir a presença do Estado nas instituições, além de diminuir os impostos, privatizar as empresas estatais e eliminar o Ministério da Mulher e da Equidade de Gênero. 

Kast é, inclusive, contrário ao aborto e, em ocasiões anteriores, divulgou algumas fake news sobre o tema. O candidato é filho de imigrantes alemães que chegaram ao Chile no ano de 1951, época em que a família tinha uma fábrica de linguiças e uma rede de restaurantes. 

Kast também concorreu no pleito eleitoral de 2017, mas ficou na quarta posição, conseguindo 7,93% dos votos. Foi então que ele passou do partido ultraconservador União Democrática Independente no qual ficou por 30 anos, para o Partido Republicano em 2019.

Em contrapartida, Gabriel Boric, de 35 anos de idade, é um candidato de esquerda que compõem o Partido Comunista e a Frente Ampla. Durante sua campanha eleitoral ele defendeu um modelo de Estado no qual preza pelo bem-estar social, assim como em determinados países europeus. 

Além do mais, ele também propõe a criação de uma aposentadoria de, no mínimo, 250 mil pesos, o equivalente a R$ 1,7 mil. Neste caso, o sistema seria financiado pela contribuição dos trabalhadores ativos, que hoje pagam uma alíquota de 10% sobre o salário. Mas a intenção de Boric é elevar gradativamente a contribuição em até 18%, a qual, uma parcela deve ser paga pelo empregador.

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