Butantan suspende envase da vacina CoronaVac por falta de matéria-prima vinda da China

Processo foi suspenso há 10 dias, mas não deve afetar entregas

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Por conta de um atraso na chegada da matéria-prima vinda da China, o Instituto Butantan suspendeu o envase da vacina CoronaVac há 10 dias. A informação foi dada pelo diretor do instituto, Dimas Covas, em entrevista à Globo News.

Segundo Covas, o atraso no despacho do lote de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) importado da China não causará atrasos no cronograma de entrega de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde.

“A matéria-prima está pronta para o embarque na China, houve um problema burocrático. Não há anormalidade. Não há retenção de vacina da China. Não há nenhum ruído de comunicação entre o Brasil e a China, nem entre o Butantan e a Sinovac”, afirmou Dimas Covas.

O Instituto Butantan informou, em nota, que toda matéria-prima recebida da China já foi envasada.

“Neste momento, cerca de 2,5 milhões de vacinas encontram-se em processo de inspeção de controle de qualidade – parte integrante do processo produtivo – para serem entregues na semana que vem ao Programa Nacional de Imunizações. Desde janeiro o Butantan já entregou 38,2 milhões de doses da vacina ao país.”, diz a nota.

Inicialmente previsto para ser entregue nesta quinta (8), o carregamento com os insumos chineses deve chegar ao Brasil na próxima semana. De acordo com o diretor do Butantan, o processo de envase completo até a liberação das doses ao Ministério da Saúde leva cerca de 20 dias.

“Com uma nova remessa de IFA, prevista para a próxima semana, será possível integralizar todas as 46 milhões de doses referentes ao primeiro contrato com o Ministério da Saúde até o dia 30 de abril”, informa o comunicado do Butantan.

Demanda por vacinas na China preocupa o Instituto Butantan

Tanto a CoronaVac quanto a vacina de Oxford/AstraZeneca, os dois únicos imunizantes contra Covid-19 atualmente em uso no Brasil, utilizam matéria-prima vinda da China. Com isso, a crescente demanda interna por vacinas no país causa preocupação no diretor do Instituto Butantan.

“É uma preocupação. Essa demanda do governo chinês por vacinas pode, de certa forma, interferir no fornecimento de vacinas para o Brasil e para o mundo. No caso específico do Butantan, nós não importamos vacinas prontas, importamos matéria-prima, isso dá uma certa tranquilidade”, afirmou Dimas Covas à Globo News.

“Nós temos tido uma conversa muito intensa para não ocorrer alteração neste fornecimento. É tudo que nós não precisamos neste momento. Até este momento tudo está correndo dentro do planejado.”, completou.

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