Auxílio Brasil deve custar mais de R$ 61 bilhões em 2022, o dobro do Bolsa Família

Confira as últimas informações sobre o programa social

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O Auxílio Brasil, novo programa social no qual o governo federal vem trabalhando, e cuja expectativa de início dos pagamentos é para novembro deste ano, custará algo em torno de R$ 61,2 bilhões em 2022, de acordo com dados do governo.

A saber, esse montante representa quase o dobro dos R$ 34,7 bilhões do orçamento do Bolsa Família para o ano de 2021.

Auxílio Brasil deve custar mais de R$ 61 bilhões em 2022, o dobro do Bolsa Família; acompanhe
Auxílio Brasil deve custar mais de R$ 61 bilhões em 2022, o dobro do Bolsa Família

Aumento do IOF

O aumento temporário do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode ter sido realizado com o objetivo de viabilizar o início do novo benefício este ano. Assim, espera-se que o valor médio do Auxílio Brasil, que vem para substituir o Bolsa Família, seja de algo aproximado de R$ 300.

Ainda mais, o governo projeta atender 17 milhões de famílias, sendo que atualmente o Bolsa Família beneficia 14,6 milhões de famílias com um valor médio de R$ 189.

Números do Auxílio Brasil

O novo programa representará um gasto mensal médio na faixa de R$ 5,1 bilhões, isto é, mais do que os R$ 2,7 bilhões pagos atualmente pelo Bolsa Família.

Além disso, um acordo entre o governo e o Congresso deve sair nos próximos dias para a questão do parcelamento dos precatórios, de forma a viabilizar o Auxílio Brasil.

A saber, a União precisa abrir o espaço fiscal necessário para direcionar R$ 26,5 bilhões para o programa.

Mas não é apenas a questão dos precatórios que precisa de uma solução. Isso porque o governo precisa indicar uma fonte de recursos que honre o aumento dos gastos com a ampliação do programa social.

Assim, a aprovação da reforma do Imposto de Renda (IR), que cria a taxação de lucros e dividendos é a alternativa do governo. A proposta passou pela Câmara dos e está parada no Senado.

E como ficam aqueles que recebem o auxílio emergencial?

Diante desse cenário de impasse, no qual questões essenciais ainda estão em discussão e definição, uma ala política do governo pressiona por benefícios para aqueles que são os chamados “invisíveis”, ou seja, são aqueles que não têm Bolsa Família e que ficarão sem renda a partir de novembro, quando já terá sido finalizado o auxílio emergencial.

“Precisamos encontrar mecanismos que possam dar suporte a esses 25 milhões de brasileiros beneficiários do auxílio emergencial. Para essas pessoas, as consequências sociais da pandemia ainda não foram dizimadas”, afirmou o ministro da Cidadania, João Roma, na Câmara.

Em nota, o Ministério da Economia informou que para 2021, o orçamento do Auxílio Brasil será de R$ 9,3 bilhões; R$ 7,7 bilhões representa saldo do Bolsa Família e R$ 1,6 bilhão será obtido com a elevação do IOF.

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