Ataque a tiros deixa mortos e feridos em Jerusalém

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Um ataque a tiros na entrada da Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, deixou quatro feridos e um morto. A vítima fatal é um homem de 30 anos e, entre os feridos, estão dois policiais. 

 

Ataque a tiros deixa mortos e feridos em Jerusalém
Ataque a tiros deixa mortos e feridos em Jerusalém. (Imagem: Ammar Awad/Reuters)

 

O agressor é um palestino de 42 anos de idade que morava em Jerusalém Oriental, e após o ataque a tiros foi morto pela polícia local. Autoridades israelenses apontam que a operação foi executada pelo Hamas. O suposto agressor usava uma arma automática improvisada no ataque a tiros, conhecida como Carlo. 

O ministro da Segurança Pública de Israel, Omar Bar Lev, informou que o atirador era do bairro de Shuafat, situado na região leste de Jerusalém, um membro e braço político do Hamas. Por sua vez, o Hamas identificou o atirador como Fadi Aby Shkayadam, chamando-o de mártir heróico e descrevendo-o como um líder do movimento. 

O grupo também descreveu o ataque a tiros em Jerusalém como “uma resposta às tentativas de profanar a mesquita Al-Aqsa”. De acordo com o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennet, os ministros clamam pela recuperação dos feridos, instruindo forças de segurança a se prepararem para possíveis ataques imitando o primeiro. “Precisamos estar em alerta máximo e prevenir ataques futuros”, declarou. 

O incidente aconteceu quatro dias após um palestino de apenas 16 anos de idade ser morto a tiros após atacar dois policiais a facadas na fronteira israelense na Cidade Velha, informou a polícia.

É importante explicar que a Esplanada das Mesquitas é um santuário conhecido pelos judeus como um Monte do Templo, e pelos muçulmanos como Nobre Santuário. Na parede externa se encontra o Muro das Lamentações.

A Esplanada das Mesquitas ocupa 14 hectares na parte mais elevada da Cidade Velha de Jerusalém, na parte oriental da cidade, no setor palestino ocupado e anexado por Israel. Israel, por sua vez, capturou Jerusalém Oriental, incluindo a Cidade Velha e os respectivos locais sagrados, sejam eles cristãos, muçulmanos ou judeus, junto à Cisjordânia e a Faixa de Gaza, durante a guerra de 1967.

A maior parte da comunidade internacional ainda não tem a capacidade de reconhecer o vínculo de Jerusalém Oriental, a qual é reivindicada pelos árabes como a futura capital da Palestina. O nobre santuário é chamado pelos muçulmanos de Al-Haram al-Sharif, abrigando o Domo da Rocha e a mesquita Al-Aqsa [A Distante].

De acordo com a tradição muçulmana, Maomé visitou a mesquita Al-Aqsa, enquanto  o Domo da Rocha se eleva acima do lugar onde o profeta teria ascendido ao céu. A esplanada é o terceiro lugar mais sagrado para o islamismo, ficando logo atrás da Grande Mesquita de Meca e da Mesquita do Profeta de Medina, na Arábia Saudita. 

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