Volume de serviços no Brasil cresce pelo sexto mês seguido, aponta IBGE

A alta dos últimos seis meses ainda não reverteu a queda provocada pela pandemia

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O volume de serviços no país registrou o sexto mês seguido de crescimento. Em suma, a alta chegou a 2,6% em novembro de 2020, na comparação com o mês anterior. Com isso, o setor acumula acréscimo de 19,2% de junho a novembro do ano passado. No entanto, o volume ainda está abaixo do nível registrado antes da pandemia da Covid-19. Isso porque, entre fevereiro e maio, os serviços tiveram forte perda de 19,6%. 

Além disso, o levantamento apontou que, em relação a novembro de 2019, houve recuo de 4,8% dos serviços. A saber, desde março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, as taxas vêm se mantendo negativas. Ou seja, a retração registrada em novembro é a nona seguida nessa comparação. Da mesma forma, o valor acumulado no ano caiu 8,3% em relação ao mesmo período de 2019. 

Já o volume dos últimos 12 meses sofreu queda de 7,4%, mantendo o movimento descendente que teve início em janeiro deste ano. Assim, o setor está no resultado negativo mais intenso registrado pela série histórica, que teve início em dezembro de 2012. 

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quarta-feira, dia 12. 

 

Todas as cinco atividades de serviços pesquisadas também subiram 

De acordo com o IBGE, houve alta em todas as cinco atividades de serviços pesquisadas. Os destaques ficaram para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,4%), serviços prestados às famílias (8,2%) e profissionais, administrativos e complementares (2,5%). Nesse caso, vale ressaltar que os dois primeiros grupos foram os mais afetados pela pandemia da Covid-19 no país, já que os serviços realizados presencialmente sofreram impactos mais fortes.

Em resumo, o grupo transportes registrou o sétimo avanço seguido, acumulando ganhos de 26,7% entre maio e novembro. No entanto, ainda precisam crescer 5,4% para retornar à taxa de fevereiro deste ano. Já serviços prestados às famílias registraram a quarta alta consecutiva e acumulam expressivo ganho de 98,8% nos últimos sete meses, mas ainda precisam crescer 34,2% para voltar ao nível de fevereiro. E os serviços profissionais, administrativos e complementares acumulam ganho de 9,5% de junho a novembro, após despencarem 16,8% entre fevereiro e maio.

Por fim, os outros aumentos registrados vieram de: informação e comunicação (0,5%) e de outros serviços (0,5%). Em síntese, este primeiro setor acumula um ganho de 4,6% de setembro a novembro, enquanto outros serviços volta a subir após a queda de 3,9% em outubro. 

 

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3 Comentários
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  2. […] unidades da Federação em novembro de 2020, na comparação com o mês anterior. Em suma, houve um aumento de 2,6% no cenário nacional. As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia […]

  3. […] o levantamento da CNC tem como base os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro. A divulgação do levantamento aconteceu ontem (13) e foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A propósito, a […]

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