Via Varejo e Petrobras lideram as perdas no Ibovespa em fevereiro

Ações das empresas caíram quase 20% apenas no segundo mês de 2021

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O Ibovespa encerrou janeiro no vermelho, e até iniciou fevereiro revertendo o prejuízo. No entanto, a recuperação não teve força para se manter, e o principal índice acionário da bolsa brasileira caiu mais uma vez. Agora, o Ibovespa fechou fevereiro recuando 4,37%, puxado tanto por questões internas quanto externas. Assim, na parcial de 2021, o índice registra um tombo firme de 7,55%. E não havia como ser diferente, já que os saldos mensais, até agora, foram apenas negativos.

Em resumo, diversos fatores impulsionaram a retração do Ibovespa, com destaque para os internos. Isso porque, no cenário doméstico, os riscos políticos e fiscais impactaram fortemente o índice. Nem mesmo as eleições de aliados do presidente Jair Bolsonaro para o Congresso Nacional no início do mês conseguiram fortalecer o Ibovespa. Somado a isso, houve bastante estresse global com a elevação dos rendimentos do Tesouro norte-americano. E, nesse contexto, as maiores perdas em fevereiro vieram da Via Varejo e da Petrobras.

 

Veja mais detalhes das maiores perdas no mês

A Via Varejo ocupou a primeira posição na lista das ações que acumularam as perdas mais expressivas em fevereiro. A empresa encerrou o mês com forte recuo de 19,20%. Aliás, o setor varejista vem sofrendo com a piora da pandemia da Covid-19 e o consequente crescimento limitado. Em seguida, as ações ordinárias (ON) da Petrobras afundaram 18,95%, influenciadas por todas as recentes interferências políticas na estatal. E, fechando o top três, ficou a empresa de educação Cogna, que despencou 17,26%. Nesse caso, a crise do novo coronavírus afetou diretamente o setor de educação em 2020 e continua impactando-o neste ano.

Fechando o top cinco, ficaram a SulAmérica units (-17,24%) e as ações preferenciais (PN) da Petrobras (-16,67%). Nesse caso, a SulAmérica caiu, especialmente, por causa do derretimento de 73,2% de seu resultado financeiro em 2020.

Por fim, vale ressaltar que o Ibovespa encerrou fevereiro com 54 das suas 81 ações no vermelho, ou seja, dois terços do índice. Assim, não houve jeito de fechar o mês no azul, com a continuação da trajetória negativa em 2021. E a tendência é que março siga o mesmo caminho, visto que a vacinação continua lenta, os riscos políticos e fiscais permanecem elevados e a pandemia avança cada vez mais.

 

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