Variação do índice de custo da construção desacelera em novembro

A taxa ficou menor que a registrada em outubro

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O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) variou 1,29% em novembro deste ano. Na comparação com outubro, o índice registrou uma variação menor, visto que a taxa ficou em 1,69% no mês anterior. A saber, o resultado contribuiu para elevar a alta acumulada de 7,71% para 7,86% nos últimos 12 meses.  

Da mesma forma, também houve recuo na variação do índice relativo a materiais equipamentos e serviços. Em resumo, a taxa passou de 3,37%, em outubro, para 2,45%, em novembro. Por outro lado, o índice relacionado à mão de obra apresentou uma variação levemente superior à registrada no mês anterior (0,19% para 0,24%). 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou os dados nesta quinta-feira, dia 26. 

 

Retração de materiais para instalação puxa queda de índice 

De acordo com a FGV, a forte retração registrada pelo subgrupo de materiais para instalação figurou como o destaque do grupo materiais, equipamentos e serviços. Em síntese, a taxa passou de 7,55%, em outubro, para 2,49%, em novembro. Além disso, o subgrupo de materiais para estrutura ajudou a puxar a variação do índice para baixo, passando de 4,45% para 3,22% entre os meses. 

No entanto, os outros dois subgrupos componentes deste grupo variaram positivamente, mas não conseguiram impedir o recuo registrado. Vale mencionar a variação relativa a serviços, que passou de 0,33% para 0,73%. Nesse caso, o avanço de 0,38% para 1,81% do item refeição pronta no local de trabalho deu a maior contribuição para o subgrupo. 

 

Seis das sete capitais pesquisadas desaceleraram 

Por fim, seis das sete capitais pesquisadas apresentaram desaceleração em suas variações no mês de novembro. Em suma, São Paulo teve a maior variação entre as capitais, chegando a -0,72 ponto percentual (p.p.), ao passar de 1,85% para 1,13%. Na sequência vieram: Belo Horizonte (-0,70 p.p.) e Brasília (-0,66 p.p.). Salvador (-0,49 p.p.), Recife (-0,39 p.p.) e Rio de Janeiro (-0,02 p.p.) fecharam as altas.

Já Porto Alegre figurou como a única capital que apresentou uma variação superior à registrada em outubro. A taxa dobrou, passando de 1,24% para 2,48%. 

 

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