Valor da cesta básica sobe nas 17 capitais pesquisadas em 2020

Trabalhador permanece comprometendo mais da metade do salário para comprar alimentos básicos

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O valor da cesta básica subiu em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no ano passado. Em resumo, as maiores altas do ano vieram de Salvador, que teve avanço de 32,89%, e Aracaju, com alta de 28,75%. Por outro lado, Curitiba registrou a menor elevação em 2020, subindo 17,76%. O Dieese divulgou os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos nesta segunda-feira, dia 11. 

De acordo com o levantamento, alimentos básicos são aqueles necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante o período de um mês. 

A divulgação desse resultado anual aconteceu juntamente com a variação verificada em dezembro. Assim, o levantamento dos preços pode abranger todos os meses do ano. Aliás, no mês passado, o valor da cesta básica subiu em nove das 17 cidades pesquisadas. Os avanços mais intensos vieram de João Pessoa (4,47%), Brasília (3,35%) e Belém (2,96%). Já as maiores retrações vieram de Campo Grande (-2,14%) e Salvador (-1,85%).

Além disso, a pesquisa estimou o valor do salário mínimo necessário ao considerar a cesta básica de São Paulo, que foi a mais cara registrada em dezembro, custando R$ 631,46. A saber, a cidade voltou ao topo devido a alta de 0,36% na comparação com novembro. Segundo o Dieese, o salário mínimo deveria ser equivalente a R$ 5.304,90. Em outras palavras, 5,08 vezes o valor do salário mínimo vigente, que é de R$ 1.045,00. 

O cálculo acontece ao considerar que uma família é composta por dois adultos e duas crianças. Em novembro, o valor estimado chegou a R$ 5.289,53, o que equivale a 5,06 vezes o mínimo vigente. 

Trabalhador continua comprometendo mais da metade do salário

Ao mesmo tempo, a pesquisa comparou o custo da cesta com o salário mínimo líquido. Ou seja, com os descontos referentes à Previdência Social, que é de 7,5% desde março do ano passado, devido à Reforma da Previdência. Dessa forma, o resultado mostra que o trabalhador compromete 56,57% do salário mínimo líquido para comprar alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em comparação com novembro, o valor teve leve alta, já que o percentual ficou em 56,33% do salário comprometido. 

Por fim, as capitais pesquisadas são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

 

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2 Comentários
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