Vacinação Covid-19: Grávidas que tomaram AstraZeneca podem tomar 2ª dose da Pfizer em SP

As mulheres que optarem pela mudança de imunizante terão que assinar um “termo de ciência”

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O governo do estado de São Paulo autorizou as grávidas e puérperas que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 a receberem a segunda dose do imunizante da Pfizer. A informação foi dada pelo vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (21) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

“A medida passa a valer a partir desta sexta-feira, dia 23, e é válida a todas as gestantes e puérperas que tomaram primeira dose da AstraZeneca e que poderão tomar a segunda dose da Pfizer”, disse Garcia.

De acordo com a coordenadora geral do programa estadual de imunização, Regiane de Paula, a decisão é embasada em estudos científicos que comprovam a eficácia de combinar as duas vacinas contra Covid-19. A Prefeitura do Rio de Janeiro adotou a mesma medida no mês de junho.

Regiane também informou que as mulheres que optarem por tomar a segunda dose da Pfizer terão que assinar um “termo de ciência”.

“Não é termo de responsabilidade, é o termo de ciência. Eu, como indivíduo, muitas vezes eu tenho uma carteira vacinal e eu não sei qual data eu tomei a vacina, só sei que devo voltar em algumas semanas.”, afirmou Regiane.

Grávidas que tomaram AstraZeneca devem procurar o médico antes de trocarem para Pfizer

Antes de tomarem a decisão, as grávidas e puérperas que receberam a primeira dose da AstraZeneca e desejam completar a imunização com a vacina da Pfizer devem consultar seus respectivos médicos.

“Vá a uma unidade básica de saúde. Primeiro, converse com seu ginecologista, cada gestante é um caso”, recomendou a coordenadora geral do programa estadual de imunização.

A medida contraria as diretrizes do Ministério da Saúde, que vetou a intercambialidade de imunizantes no processo de vacinação contra a Covid-19. Por outro lado, Regiane de Paula afirma que a decisão é legal e amparada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que estados e municípios podem estabelecer ações próprias de combate à pandemia.

“Essa decisão é bipartide, tomada pelo estado de São Paulo e pelo colegiado de cientistas da Secretaria da Saúde”, concluiu Regiane.

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