Vacinação contra a Covid-19 pode ser periódica

Dimas Covas, diretor do Butantan, afirma que a vacina pode se tornar um evento periódico.

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Dimas, diretor do Instituto Butantan e médico, disse que a vacinação contra a Covid-19 pode exigir reforço, de tempos em tempos. Contudo, deixa claro que a avaliação não se refere apenas à vacina CoronaVac, mas, para todas as vacinas contra o novo coronavírus. “Não sei se será anual, mas serão necessárias periódicas vacinações, conforme a permanência do vírus”, declarou o pesquisador do instituto brasileiro. 

O vírus pode permanecer em circulação, segundo Dimas Covas

Ainda, para Dimas Covas, o vírus SARS-CoV-2 deve permanecer em circulação, da mesma maneira como ocorre com outros tipos de coronavírus, embora aconteça de uma forma bem menos patogênica, menos prejudicial e infecciosa após o período de vacinação.

Dimas afirmou: “Acredito que o vírus vá permanecer. É achismo mesmo, por uma razão simples: nós temos coronavírus circulando. Não é a primeira vez que encontramos o coronavírus. Porém, agora no inverno, muita gente vai ter um tipo de resfriado definido por um coronavírus. Existem atualmente três tipos de coronavírus identificados”.

Dimas compara vacinação para Covid-19 com vacinação para Influenza

Um exemplo da opinião do médico é a vacinação contra a gripe (Influenza), feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que ocorre anualmente, sempre priorizando grupos como idosos, pessoas com doenças crônicas e pessoas que trabalham na área da saúde, contudo, qualquer pessoa pode se vacinar. 

 “A pessoa pega esse resfriado por esse coronavírus, desenvolve uma imunidade contra ele. Passa algum tempo, essa imunidade cai e, no outro ano, [a pessoa] pega de novo esse coronavírus. Pode ser que aconteça isso [com o novo coronavírus]. Daí a necessidade da vacinação periódica. Se isso acontecer, terá, sim, que ser incluído no calendário de vacinação [do Ministério da Saúde]” – disse Covas. 

Intervalos e quantidades de doses ainda são estudados

Ainda existem debates e estudos sobre o intervalo entre as doses da CoronaVac, a qual será distribuída no Brasil. No plano do governo paulista serão 21 dias entre elas, porém, na última entrevista, cogitou-se 15 a 28 dias. 

O intervalo entre doses ainda é incerto. Ainda há um debate sobre o intervalo entre as duas doses da CoronaVac. No calendário do plano estadual de imunização apresentado pelo governo paulista serão 21 dias, “ainda vai ter espaço para crescimento tecnológico, para desenvolvimento, aperfeiçoamento até que, lá na frente, a gente tenha uma vacina de excelente qualidade, com uma dose uma vez a cada 10 anos, que é o sonho de todo mundo que trabalha com vacinas”, finalizou Dimas Covas.

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