Vacinação contra Covid-19: OMS descarta alcançar imunidade coletiva ainda neste ano

Segundo a OMS, alcançar um patamar desejável de vacinação contra a Covid-19 levará tempo

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Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que não será possível alcançar um cenário desejável com vacinação contra a Covid-19 ainda em 2021. Mesmo as  campanhas de vacinação em massa não serão suficientes para atingir um patamar seguro de pessoas vacinadas.

A imunidade coletiva, também conhecida como imunidade de rebanho, é o resultado de um cálculo realizado por infectologistas e epidemiologistas. Esse cálculo estabelece a quantidade de pessoas que devem estar imunizadas para que haja o controle da disseminação de uma certa doença. Em outras palavras, significa dizer que a doença para de ser transmitida de pessoa para pessoa caso uma quantidade específica de pessoas tenham sido vacinadas.

Nesse sentido, a cientista-chefe da OMS disse, em uma entrevista coletiva, em Genebra: “Não vamos atingir nenhum nível de imunidade coletiva em 2021 porque o processo de aplicação de vacinas leva tempo”, ressaltando que, apesar de que vários países já estejam vacinando contra o novo coronavírus, a imunidade coletiva não será atingida ainda em 2021.

Swaminathan reforçou, ainda, a importância das medidas de prevenção contra a Covid-19, até que a “imunidade de rebanho” seja atingida por meio da vacinação em todo o mundo, além de pedir paciência para as pessoas. “Leva tempo para dimensionar a produção de doses — não só em milhões, mas aqui estamos falando de bilhões”, finalizou ela.

Uma estimativa realizada pela OMS diz que no mínimo 60% da população do mundo necessita ser imunizada, para que o termo imunidade coletiva faça sentido. Entretanto, outros especialistas afirmam que esse número pode ser ainda maior, dada a facilidade de transmissão do vírus, bem como sua resistência no ambiente. Sendo assim, esse número pode ser estimado em 80% da população.

Portanto, na atual pandemia, o cenário só começará a mudar quando essa porcentagem da população estiver imunizada e resistente ao vírus. O que fará com que a quantidade de pessoas suscetíveis ao contágio pelo coronavírus seja reduzida, fazendo, assim, com o que o vírus tenha dificuldade em se espalhar, amenizando o cenário pandêmico.

“Vacinação vai começar no dia D e na hora H”, diz ministro

Eduardo Pazuello, atual ministro da saúde, disse, na última segunda-feira,11, que o Brasil ainda não possui uma data prevista para iniciar a campanha de vacinação contra o novo coronavírus. De acordo com o ministro, diante de cobranças vindas por parte de muitos governadores e prefeitos do Brasil, a imunização terá início “no dia D e hora H”.

Os governadores de várias partes do país emplacaram, no último fim de semana, manifestações em busca de urgência na elaboração de um calendário vacinal. Entretanto, o Ministério da Saúde ainda não tem data definida para isso, segundo Pazuello.

 

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2 Comentários
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