Vacina ‘xing ling’, diz assessor de Bolsonaro sobre a CoronaVac

Ao se referir ao imunizante, o assessor usou a expressão “xing ling” - termo usado para se referir a produtos de baixa qualidade ou falsificados

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Filipe Martins, assessor de assuntos internacionais do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) usou as redes sociais nesta terça (11) para criticar os resultados da eficácia da vacina CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com Instituto Butantan.

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Ao se referir ao imunizante, o assessor usou a expressão “xing ling” – termo usado para se referir a produtos de baixa qualidade ou falsificados. “Como você se sentiria se um médico lhe dissesse que ele pode descobrir se você tem coronavírus com base em um jogo de cara-ou-coroa? Pois é! Isso é mais ou menos o que vai acontecer com sua imunização, se você optar por tomar a vacina xing ling de 50.38% de eficácia do João Dória” escreveu, o assessor.

Outras manifestações 

Outros aliados do presidente, e até mesmo seu filho, Carlos Bolsonaro, foram às redes sociais comentar, em tom de desdém, a eficácia da vacina.  “Pelo jeito o coronavac tem a mesma probabilidade de acerto do prudente e sofisticado jogar de um lado só”, disse Carlos.

O deputado estadual de São Paulo Gil Diniz, que tem pedido a renúncia de João Doria, disse que com essa eficácia divulgada é preciso ter muita fé. “50,38% de eficácia – Você tem que ter muita ‘fé’ para acreditar que até mesmo esse número tão baixo está correto”, disse. Na mesma esteira, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, provocou: “Você se casaria com um homem com 50% de eficácia?”.

Eficácia da Coronavac 

Mais cedo nesta terça (12), O Instituto Butantan revelou em coletiva de imprensa que a CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil.

De acordo com o Butantan, a eficácia global aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos: leves, moderados ou graves. Vale lembrar que o número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

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2 Comentários
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