Vacina vinda da Índia deve chegar no sábado, diz ministro da Saúde

Ontem, o laboratório havia anunciado que assinou um acordo com a distribuidora brasileira Precisa Medicamentos para trazer ao país a Covaxin

0

O Brasil está próximo de receber cerca de dois milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech informou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (13). A expectativa é de que as doses cheguem no sábado (16).

Leia também: Reino Unido avalia transferir pacientes com covid a hotéis para desafogar sistema de saúde

Ontem, o laboratório havia anunciado que assinou um acordo com a distribuidora brasileira ‘Precisa Medicamentos’ para trazer ao país a Covaxin, imunizante que se encontra na terceira e última fase de testes antes de poder ser registrado por agências reguladoras.

Em nota, a empresa também revelou que a prioridade será o fornecimento ao setor público no Brasil. Todavia, ressaltou que a estimativa de quantas doses podem ser entregues ao País e em qual prazo, depende de contratos e também da aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Em princípio, foi estabelecido entre ambas as partes que o fornecimento da Covaxin deve ser priorizado para o setor público de saúde brasileiro, por meio de uma contratação direta pelo Governo Federal. As vacinas para o mercado privado chegariam após a autorização da Anvisa para a venda do imunizante no País”, afirmou a empresa em nota.

Rede privada também quer a vacina 

No começo de janeiro, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que o setor negocia a compra de cinco milhões de doses da vacina indiana. O produto obteve no último dia 2, na Índia, a recomendação de uso emergencial. Todavia, os dados sobre a sua eficácia ainda são desconhecidos.

Vale a pena lembrar que ainda não há pedido de registro ou uso emergencial da Covaxin feito à Anvisa aqui no Brasil. Além disso, a Bharat Biotech também discute realizar estudos de fase 3 no país. Isso porque a Anvisa só aceita pedidos de uso emergencial de vacinas que têm estes ensaios em andamento em terras brasileiras.

Leia Também:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.