Vacina contra coronavírus pode começar a ser produzida em dezembro, diz Fiocruz

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Sendo uma esperança contra a Covid-19, a Fiocruz anunciou que a sua vacina contra o coronavírus, que vem sendo testada em parceria com o laboratório AstraZeneca, poderá ser produzida a partir de dezembro.

Milhões de doses da vacina contra o coronavírus são desenvolvidas pela Universidade de Oxford, e um acordo assinado entre a Fundação Oswaldo Cruz, o Ministério da Saúde e o laboratório britânico AstraZeneca.

Ou seja, seriam produzidas no Brasil 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19.

Atualmente, a pesquisa está na fase de estudos clínicos, quando ela é testada em larga escala. A parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, e com o laboratório britânico AstraZeneca é uma das mais adiantadas do mundo.

Testes da vacina contra o coronavírus já começaram no Brasil

Vacina contra coronavírus pode começar a ser produzida em dezembro, diz Fiocruz
Vacina contra coronavírus pode começar a ser produzida em dezembro, diz Fiocruz – Crédito: Manjurul/istock

No Brasil, dois mil voluntários já participam dos testes para comprovar a eficácia e segurança dela. Os testes estão sendo conduzidos pela Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, o Instituto D´Or, com o apoio da Fundação Lemann.

Diante da necessidade, o Ministério da Saúde prevê um repasse de R$ 522 milhões para o processamento da vacina.

Além disso, mais R$ 1,3 bilhão seria destinados para trazer ao Brasil os insumos para a fabricação, e R$ 95 milhões em investimentos para adaptar os laboratórios de Bio-Manguinhos, no Rio.

O Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais começou a testar uma vacina em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, e a empresa chinesa Sinovac.

E a farmacêutica americana Pfizer com a empresa alemã Biontech também vão testar uma vacina com apoio do Centro Paulista de Investigação Clínica, e as Obras Sociais Irmã Dulce, de Salvador.

Fiocruz nunca participou do desenvolvimento de uma vacina tão rápida

Em 120 anos de existência, a Fiocruz nunca participou do desenvolvimento de uma vacina em tempo tão curto.

Na avaliação dos pesquisadores brasileiros, há bons motivos para acreditar numa vacina produzida no país ainda em 2020, com consciência social e um reforço das políticas públicas de saúde.

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