Um dia em uma UTI custa ao estado mais do que parcela do Auxílio Emergencial

De acordo com as projeções de sindicatos, o descontrole da pandemia pode custar mais caro do que pagamento do Auxílio Emergencial

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O Auxílio Emergencial não está mais em vigor no Brasil. Os saques até estão acontecendo, mas a liberação do dinheiro acabou mesmo em dezembro. O argumento do Governo é que não há mais dinheiro para pagar os beneficiários. Mas alguns especialistas criticam essa atuação.

De acordo com o especialista em neurociência, Ricardo Parolim, um dia de um paciente na UTI custa ao estado mais do que Auxílio Emergencial. E não é um pouquinho mais. De acordo com as projeções, é um valor muito maior.

O especialista se baseou em dados de sindicatos para mostrar que um dia de um paciente em uma UTI custa ao Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de R$1,8 mil. Esse é um valor médio. Seja como for, esse valor pode chegar a R$2,8mil a depender da região do hospital.

Mas esse é um número da média de um dia. Vale lembrar que dificilmente um paciente vai passar apenas um dia em uma UTI. De acordo com dados oficiais, normalmente um paciente com Covid-19 fica na UTI por cerca de 14 dias, em média. Ou seja, teremos 14 x R$1,8 mil.

Isso é portanto três vezes mais do que se pagou no Auxílio Emergencial nas parcelas lá do começo do programa. No início, o programa pagava parcelas de R$600. Mães solteiras recebiam R$1200 por mês. Seja como for, esse valor também é mais baixo do que a média dos valores das internações.

Custos da UTI

Pensando nisso, o especialista Ricardo Parolim disse que a única saída para a situação é mesmo investir pesado em um lockdown. Mas ele lembrou que para isso vai ser preciso manter o Auxílio Emergencial. Caso contrário, as pessoas passarão necessidade.

“Restaurantes, casas de festa e comércio em geral tem que parar suas atividades, exceto as essenciais. E sim, para que as pessoas possam parar é necessário suporte financeiro e social. Nenhum “lockdown” tem chance de funcionar sem suporte econômico aos trabalhadores e empresários”, disse Ricardo.

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