Trump nega que incitou violência ao Capitólio e critica impeachment

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O presidente americano Donald Trump negou, nesta terça-feira (12), ter incitado a violência ao Capitólio dos Estados Unidos na semana passada. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, inclusive as principais empresas de tecnologia, ele alegou que o discurso antes da invasão foi “totalmente apropriado”.

Trump falou aos repórteres pela primeira vez desde que uma multidão de apoiadores do presidente invadiu o Capitólio, deixando cinco mortos. “Eu vi tanto nos jornais quanto na mídia, na televisão, as pessoas acharam que o que eu disse era totalmente apropriado”, insistiu Trump ao embarcar em uma viagem ao Texas.

No discurso antes da invasão, o presidente insistiu que sua derrota nas eleições para Joe Biden poderia ser anulada e instou seus apoiadores a marchar até o Capitólio para “lutar com muito mais força” contra as “pessoas más”. Ele disse: “você nunca terá de volta nosso país com fraquezas. Você tem que mostrar força”.

Os democratas acusam Trump de fomentar a violência e podem votar pelo seu impeachment na quarta-feira (13). “O impeachment é realmente uma continuação da maior caça às bruxas da história da política. É absolutamente ridículo. Esse impeachment está causando uma raiva tremenda e é realmente uma coisa terrível o que eles estão fazendo”, afirmou o líder americano nesta terça-feira.

De acordo com fontes oficiais, o FBI espera protestos armados pró-Trump em todas as 50 capitais dos estados e em Washington antes do dia da posse de Joe Biden, marcada para 20 de janeiro.

A posse não vai ter público, mas será ao ar livre como acontece de quatro em quatro anos. Mesmo assim, a Casa Branca vai enviar 15 mil soldados da Força Nacional para a proteção de Biden e de todas as pessoas que estarão lá.

Viagem de Trump ao Texas

A visita de Trump à cidade de Alamo, no Texas, na fronteira com o México, é uma forma de destacar o trabalho no muro de 450 mil metros que seu governo está construindo.

Sem dúvida, a viagem é um símbolo do desafio de Trump, segundo a imprensa americana. Isso porque ocorre enquanto ele passa os últimos dias de sua presidência isolado, ofendido e encarando a perspectiva de um segundo impeachment.

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