Trump cogitou confinar americanos infectados pela Covid-19 em uma ilha

“Não temos uma ilha? Por que não Guantánamo? Nós importamos mercadorias. Não vamos importar o vírus”, disse o ex-presidente Donald Trump

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Mesmo após ter saído do poder, o ex-presidente Donald Trump ainda é notícia. Nesta terça-feira (22), surgiu uma notícia de que, durante a sua péssima gestão da pandemia da Covid-19, o que acabou lhe custando a eleição, o ex-chefe do Executivo americano cogitou mandar para o Guantánamo os americanos que contraíram Covid-19 no exterior e retornavam aos EUA.

De acordo com dois repórteres do “Washington Post”, que contaram a história no livro “Nightmare scenario: Inside the Trump administration’s response to the pandemic that changed history” (Cenário de pesadelo: por dentro da resposta do governo Trump à pandemia que mudou a história), a ideia foi dada em fevereiro de 2020.

Ainda segundo os jornalistas, Trump foi claro, diante de seus incrédulos assessores, que discutiam se os americanos infectados deveriam voltar para casa: “Não temos uma ilha? Por que não Guantánamo? Nós importamos mercadorias. Não vamos importar o vírus”, disse o ex-presidente.

Donald Trump
“Não temos uma ilha? Por que não Guantánamo? Nós importamos mercadorias. Não vamos importar o vírus”, disse o ex-presidente Donald Trump. (Foto: reprodução)

O livro, que é resultado de 180 entrevistas realizadas por Yasmeen Abutaleb e Damian Paletta será publicado na próxima semana. De acordo com os repórteres, são relatos de ex-funcionários de alto escalão sobre processos caóticos de decisão e acirradas lutas internas dentro da Casa Branca, assim como esforços para impedir que Trump agisse aleatoriamente, seguindo seus impulsos.

Ainda de acordo com os autores do livro, em entrevista ao “Washington Post”, a ideia de confinar os infectados na ilha, que abriga prisioneiros suspeitos de terrorismo, sem julgamento, foi dada duas vezes pelo então presidente americano.

Guantánamo: tortura e ilegalidade

Conforme apontam grupos de direitos humanos, Guantánamo abarca tortura e ilegalidade. Na gestão do ex-presidente Barack Obama, houve a promessa de fechar a prisão, mas o fato não foi concretizado por conta da resistência da oposição e no temor de que o retorno dos presos a seus países representaria uma ameaça à segurança dos americanos.

Passados os anos, o atual presidente, Joe Biden apareceu com a promessa novamente, afirmando que fará todos os esforços possíveis para encerrar, de vez, o centro de detenção.

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