Tribunal russo nega recurso de defensores de direitos humanos no caso Navalny

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Um tribunal de Moscou manteve neste sábado (20) a sentença de prisão de Alexey Navalny, principal rival do presidente russo Vladimir Putin. A Justiça russa rejeitou o recurso de Navalny contra a decisão de 2 de fevereiro, que transformou uma sentença suspensa de 2014 por acusações de peculato em prisão real.

O juiz decidiu, então, contar seis semanas em que o ativista ficou em prisão domiciliar como parte do tempo cumprido. Dessa forma, agora ele ficará preso por pouco mais de dois anos e meio em uma unidade penal.

A decisão veio mesmo quando o país enfrentava uma ordem do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de libertar Navalny imediatamente. O governo russo negou a exigência e acrescentou que o pedido dos defensores do ativista é uma interferência ilegal e “inadmissível” nos assuntos do país.

Conforme a Justiça russa, ele foi detido por violar as condições da liberdade condicional da pena suspensa de 2014, que foi então transformada em pena privativa de liberdade. Navalny e seus seguidores dizem que as decisões e vários outros casos contra ele são um pretexto para silenciar as denúncias de corrupção contra o governo e anular suas ambições políticas.

Entenda o caso Navalny

Alexei Navalny, um ativista anticorrupção de 44 anos, acusa a agência de inteligência russa de envenená-lo como arma na União Soviética durante um voo de agosto do ano passado. Os médicos que cuidaram dele em Berlim identificaram o veneno Novichok no sangue do ativista. Como resultado do ataque, ele ficou em terapia intensiva por mais de 20 dias e passou meses em recuperação.

Em dezembro, Navalny tinha que se apresentar às autoridades russas em uma investigação contra ele e se não aparecesse, seria preso. E foi o que, de fato, aconteceu logo quando retornou à Rússia em janeiro. Na semana passada, a Justiça russa condenou o opositor do presidente Vladimir Putin.

Na Alemanha, Navalny colaborou com o portal de jornalismo investigativo Bellingcat para identificar os agentes russos que o perseguiram por vários anos até o envenenamento. Além disso, ele ajudou jornalistas a divulgar escândalos de corrupção de Putin.

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