Treinador do Mirassol é um diferenciado no futebol

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Com base do futsal, inspirado na escola europeia e na literatura do futebol. O jovem treinador Ricardo Catalá, com apenas 38 anos, constróis seu trabalho. Sob o comando dele, o Mirassol se recuperou da perda de 18 jogadores para conseguir a inédita vaga na semifinal do Paulistão ao eliminar o São Paulo dentro do Morumbi.

Zé Roberto o carrasco do São Paulo Foto Twitter Mirassol
Zé Roberto o carrasco do São Paulo / Foto: Twitter Mirassol

Ricardo Catalá tem formação em Educação Física, Psicologia esportiva e é pós-graduado em gestão no esporte. Com início de carreira no futsal, o treinador foi à Europa buscar conhecimento. Por lá, fez estágio em Barcelona, Zaragoza e Espanyol. Além disso, é um poliglota: fala catalão, espanhol e inglês.

Conheças as ideias do treinador do Mirassol

“O período na Europa foi muito bacana no sentido de poder entender as diferenças que existiam entre o futebol brasileiro e aquele praticado por lá. Mas mais do que isso, poder buscar algumas respostas que eu tinha e que nem todas eram esclarecidas aqui, principalmente no que se refere a processos na organização e metodologia de treinamento. O Brasil começa a se mexer agora no que se refere a literatura. Tinha pouquíssima informação, então foi um momento de muito crescimento e aprendizado. Pude trabalhar com alguns bons treinadores como o Víctor Muñoz, no Zaragoza, e o Óscar García, que foi muitos anos das categorias de base do Barcelona e depois dirigiu clubes grandes como o Brighton na Inglaterra, o RB na Áustria. Então foi uma escola, um momento de muito aprendizado”, conta Ricardo Catalá. 

“Aquele treinador que quer fazer sucesso no futebol atual e num futuro próximo, não deve atrelar suas ideias a somente um modelo. Acho que o equilíbrio entre os modelos é o que te leva a ter sucesso, principalmente ao entender qual contexto o clube que você está e o que os jogadores oferecem de possibilidades. Então nós começamos o campeonato com uma ideia muito pautada na posse, em um jogo de protagonismo. Em função das dificuldades tivemos que fazer alguns ajustes, sem deixar de ter a bola nos momentos em que é necessário mas sabendo fazer um jogo mais agressivo, de sofrer um pouco mais, explorar muito bem as jogadas de estratégia e contra-atacar”, analisa o treinador do Mirassol.

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