Traficantes transformaram escolas em “loja de drogas”

Os traficantes da região invadiram escolas, e até creches, para transformar esses locais em pontos de venda de drogas

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A vida dos moradores das favelas do Lixão e Vila Ideal, localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, não tem sido nada fácil. Isso porque os traficantes da região invadiram escolas, e até creches, para transformar esses locais em pontos de venda de drogas.

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Em época de pandemia da Covid-19, não é segredo para ninguém que as escolas estão sem aula. Pensando nisso, os traficantes transformaram as instituições de ensino em pontos de venda de drogas.

Todavia, o local de negócios não poderá mais funcionar. Isso porque a ocupação foi desarticulada nesta sexta-feira (18) por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) com a ajuda de outras delegacias do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

De acordo com as entidades, até a última atualização, uma pessoa havia morrido em confronto com os agentes e outras 17 haviam sido presas.

“Ficou comprovado na investigação que traficantes se utilizam de creches e escolas como pontos de vendas de drogas, ao mesmo tempo que a polícia não pode chegar perto desses locais em operações por conta de algumas decisões que restringem a nossa atuação”, revelou o delegado Gustavo Castro.

De acordo com os agentes, durante a operação, os policiais encontraram residências que foram demolidas pelos traficantes após os moradores que não concordavam com a ação dos criminosos serem expulsos.

Traficantes também cometiam outros crimes 

No decorrer da investigação, a Dcod descobriu que a quadrilha, além de explorar o tráfico de drogas, também roubava cargas e cometia outros roubos em geral, associando-se a criminosos especializados na prática desses delitos.

“Os ladrões recebiam armamentos e eram autorizados a fazer o transbordo das mercadorias roubadas no interior dessas comunidades, em troca de um percentual sobre o produto do crime”, explicou o delegado.

De acordo com Gustavo Castro, os indiciados responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, roubo majorado, porte ilegal de armas, entre outros crimes, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos de prisão.

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