Tabagismo cresce durante a pandemia

Ansiedade e outros sentimentos negativos relativos à crise sanitária influenciam o mau hábito entre os brasileiros

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Em vista do cenário de grave crise sanitária, acaba sendo comum que condições como a ansiedade, depressão entre outros transtorno emocionais se elevem no país, entretanto junto deles, outros hábitos prejudiciais à saúde acabam ocorrendo como consequência, como é o caso do tabagismo.

De acordo com um estudo da Fiocruz, o mau hábito cresceu durante a Pandemia. 33% dos fumantes brasileiros admitiram ter aumentado o uso do cigarro dentre 2020 e 2021.

Ainda segundo o estudo, os sentimentos negativos e a ansiedade intensificada durante este período, foram as principais justificativas dos fumantes para este aumento significante.

E não é só o tabagismo que vem se destacando como mau hábito entre os brasileiros durante a pandemia, o sedentarismo também é outro agravante. Outro estudo da Fiocruz revelou que entre 44 mil entrevistados, 62% deixou de praticar uma atividade física na pandemia.

Neste momento em que a saúde e prevenção devem ser valorizada, dois péssimos hábitos têm o crescimento confirmado, aumentando assim, os riscos de agravamento da saúde e até da própria infecção da Covid-19.

Tabagismo X Covid-19

Já foi comprovado que a combinação de cigarro e Covid-19 é alarmante. Estatísticas apontam que quem fuma tem o dobro de chance de precisar de intubação, na comparação com quem não fuma.

Isto porque o tabaco acaba inflamando as mucosas das vias aéreas, o que prejudica os mecanismos de defesa do corpo, facilitando o agravamento da infecção.

Sem contar as outras graves consequências relacionadas ao vício, como as doenças cardiovasculares, respiratórias e o câncer de pulmão.

Para quem busca largar o hábito, há algumas alternativas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) como a terapia de reposição de nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o cloridrato de bupropiona.

Sedentarismo X Covid-19

O sedentarismo é outro fator de risco para o agravamento da Covid-19, foi o que constatou um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o estudo, visto que o sistema respiratório e cardiovascular são bem mais frágeis em pessoas sedentárias e obesas, quando o vírus atinge tais sistemas, as chances de desenvolver formas mais graves da doença, necessitar de intubação e até morrer são muito maiores.

Outro alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o sedentarismo intensificado durante a pandemia, pode vir a desencadear uma nova pandemia.

De acordo com a organização, a falta de atividades físicas na vida do indivíduo também mata, sendo responsável por até 5 milhões de mortes por ano. Além disso, ser mais ativo ajuda a ter maior controle de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer. Outros benefícios como a redução dos sintomas de depressão, de ansiedade e do declínio cognitivo, o aprimoramento da memória e o estímulo à saúde do cérebro, também estão associados a uma vida ais ativa, longe do sedentarismo.

Veja também: Os malefícios do cigarro para a saúde bucal

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