Supremo pede prioridade em vacina para os seus servidores, diz jornal

De acordo com o STF, a Fiocruz entregaria 7000 doses para os servidores do Supremo e do CNJ. Pedido é polêmico

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O Supremo Tribunal Federal (STF) pediu 7000 doses de vacina contra o coronavírus para aplicar em seus servidores. O pedido em questão foi feito através de um ofício para a Fiocruz. A ideia é que o Supremo imunize os seus servidores e os servidores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O jornal Folha de São Paulo divulgou essa informação na tarde desta quarta-feira (23). Tudo começou há alguns dias com uma reportagem da Revista Veja. A revista afirmou que Superior Tribunal de Justiça (STJ) fez um pedido para receber essas vacinas.

Quando os jornalistas questionaram esse fato, membros do STJ afirmaram que o próprio STF fez isso também. Foi aí portanto que a Folha de São Paulo buscou essa informação e acabou conseguindo o ofício que o STF enviou para a Fiocruz.

“Considerando se tratar de um produto novo e ainda não autorizado pela Anvisa, gostaria de verificar a possibilidade de reserva de doses da vacina contra o novo coronavírus para atender a demanda de 7.000 (sete mil) pessoas”, diz o ofício.

Esse ofício tem a assinatura de Edmundo Veras. Ele é portanto o diretor-geral do Supremo. Entre outras coisas, ele argumentou que a antecipação dessa vacina no Supremo é um “forma de contribuir com o país neste momento de pandemia”.

Servidores do Supremo

Aliás, a revelação desse ofício acabou levantando um debate sobre as prioridades para grupos trabalhistas na vacinação. Nas redes sociais, por exemplo, muita gente questionou o fato de os servidores do STF terem esse privilégio.

Mas em resposta para o Jornal Folha de São Paulo, o Supremo disse que isso não se trata de uma antecipação ou prioridade para os seus servidores. Disse ainda que isso é apenas um rito normal para disponibilização de qualquer vacina no país.

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