Suécia recomenda uso de máscaras pela primeira vez

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O governo da Suécia divulgou nesta sexta-feira (18) as medidas mais rígidas até agora para evitar o avanço da segunda onda da pandemia. Desde o início do alastramento da doença na Europa, o país nórdico sempre resistiu a impor regras de restrição, diferentemente dos vizinhos europeus. 

Pela primeira vez, o governo sueco recomenda o uso de máscaras nos transportes públicos em horários de pico. Além disso, determinou o fechamento de locais de trabalho públicos não essenciais. Academias, piscinas e bibliotecas, por exemplo, fecham até 24 de janeiro. 

A maioria das escolas, empresas e restaurantes continuaram abertos durante a pandemia. Diante disso, o rei da Suécia Carlos XVI Gustavo reconheceu que o país falhou ao lidar com a crise sanitária. Na entrevista anual no final do ano à televisão sueca, realizada esta semana, ele criticou duramente a abordagem do governo para conter a propagação do vírus. Os casos de contágio por habitante na Suécia superaram os da Itália e do Reino Unido, um dos mais atingidos pela doença de covid-19.

Durante a primeira onda de contágios, o governo sueco optou por não impor bloqueios, limitando-se a emitir recomendações e contando com a responsabilidade individual dos cidadãos, em parte na tentativa de salvar a economia. 

No entanto, uma segunda onda severa da pandemia, levou o governo a fazer mais. A Suécia registra números recordes de novos casos quase todas as semanas, segundo levantamento que considera os últimos dois meses. 

Para conter a disseminação do coronavírus, o primeiro-ministro, Stefan Löfven, anunciou que outras restrições também entrarão em vigor. O país decidiu reduzir pela metade o número de pessoas que podem comer juntas em um restaurante. Antes, oito pessoas podiam compartilhar uma mesa para jantar, mas agora só podem quatro. 

Além disso, o governo decidiu antecipar o toque de recolher para as vendas de álcool na véspera de Natal. Assim como no Brasil, é na noite do dia 24 que os suecos costumam trocar seus presentes. Porém, a partir desta data, o país proíbe a venda de álcool após as 20h.

Covid-19 na Suécia 

A Suécia foi fortemente criticada em todo o mundo pelo que muitos consideraram uma resposta relaxada à covid-19. Quando o resto da Europa começou a decretar bloqueios, a nação escandinava perseverou, mantendo bares e restaurantes abertos e evitando restrições severas.

Essa estratégia, no entanto, parece estar demonstrando suas falhas assustadoras, segundo a imprensa internacional. Um exemplo que sustenta a afirmação é  a região de Estocolmo revelar que 99% dos leitos de terapia intensiva estavam ocupados.

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Com o número de mortes perto de 8 mil, a taxa de mortalidade da Suécia é várias vezes maior do que a de vizinhos nórdicos. Contudo, é menor do que vários países europeus que optaram por bloqueios desde o início da pandemia.

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