Sudeste tem mais mortos do que nascidos pela 1ª vez na história

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos 120 anos, a população do Brasil só cresceu

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Números da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), disponibilizados no Portal da Transparência mostram que, pela primeira vez, a quantidade de pessoas mortas superou a de nascidos na primeira semana de abril na região Sudeste do Brasil.

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De acordo com a Arpen, no total, foram 13.998 registros de nascimentos de 1º a 8 de abril na região sudeste. Enquanto isso, o número de mortes chegou a 15.967, cerca de 14% a mais.

Importante lembrar que os dados podem sofrer alterações. Tal fato acontece porque eles são preliminares, isso porque os cartórios de todo o país têm o prazo de 10 dias para registrar nascimentos e óbitos. No entanto, a tendência de alta de mortes em relação aos nascimentos vem desde o ano passado.

Segundo especialistas, este fato inédito não deve ficar restrito ao Sudeste do país, alastrando-se pelo Brasil no decorrer deste mês de abril.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 120 anos, a população do Brasil só cresceu. Prova disso é que, ao entrar no século XX, o país contabilizava 17,4 milhões de brasileiros. Hoje, ainda de acordo com o instituto, o país conta com 212.9 milhões de habitantes, um número 12 vezes maior.

Mortes x nascimentos: diferença provisória

De acordo com Márcia Castro, professora de demografia e membro do Centro de Estudos para População e Desenvolvimento de Harvard, a diferença entre mortes e nascimentos tende a ser provisória.

Isso porque, de acordo com ela, em entrevista ao portal G1, os números registrados atualmente mostram o excesso de mortes por conta da pandemia da Covid-19, o que não é uma tendência para o futuro.

Dessa forma, diz ela, a longo prazo, a população não vai diminuir, e essas mudanças devem ser provisórias. “Na medida em que as hospitalizações, casos e mortes se reduzam, ou seja, que não haja tanta sobremortalidade, a razão aumentaria”, explica.

Segundo ela, o efeito demográfico não é de longo prazo. No entanto, ela ressalta que o impacto do excesso de mortes é nítido, preocupante, e um reflexo da falta coordenada de controle, o que acaba gerando uma condição totalmente inédita. “Espera-se que seja temporária, mas depende do que será feito para conter essa alta mortalidade sendo observada”, finaliza.

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