Setor de serviços deve encerrar 2020 com queda de 8%, projeta CNC

Estimativa também aponta crescimento em 2021

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O setor de serviços, um dos mais atingidos pela pandemia da Covid-19, deve encerrar 2020 com retração de 8%. É o que apontam as novas projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Aliás, a entidade revisou a estimativa da queda do setor econômico do país. Com isso, os serviços de 2020 devem ter uma queda de 8% na comparação com 2019. A saber, a última previsão apontava uma queda de 7,6%.

“Apesar dos estímulos para a recuperação do nível de atividade econômica, os serviços ainda apresentam uma retomada distante dos níveis de outros setores, como comércio e indústria. Mas seguimos acreditando que este ano será melhor, sobretudo com o início da vacinação contra o novo coronavírus”, afirmou o presidente da CNC, José Roberto Tadros. 

Vale ressaltar que o levantamento da CNC tem como base os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro. A divulgação do levantamento aconteceu ontem (13) e foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A propósito, a expectativa de crescimento econômico neste ano faz a CNC projetar em 3,7% o crescimento do setor em 2021.

 

Turismo sofre com a pandemia

Segundo a PMS, todos os grupos de atividade subiram em novembro. Nesse caso, os destaques ficaram com os serviços prestados às famílias (+8,2%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (+2,5%). Da mesma forma, o transporte aéreo cresceu 6,8%, mas continua 38% abaixo do faturamento médio do primeiro bimestre de 2020, período anterior à pandemia. “Estas defasagens do volume de receitas em relação ao início do ano passado reforçam a percepção de que o turismo é, de longe, o setor mais afetado pela queda do nível de atividade ao longo do surto de covid-19”, afirmou o economista da CNC Fabio Bentes.

 

Por fim, a CNC estima que o setor de turismo perdeu R$ 261,3 bilhões de março a dezembro do ano passado. Isso corresponde a mais de quatro meses de faturamento do setor. Além disso, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indica que 437,9 mil postos formais de trabalho foram eliminados no setor de março a novembro de 2020. A saber, o turismo está operando com apenas 42% da sua capacidade mensal de geração de receitas, segundo Bentes.

 

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1 comentário
  1. […] o levantamento, entre os especialistas, no quesito condução econômica, o Brasil teve o maior percentual de desaprovação, com 50%, seguido pelos Estados Unidos, com […]

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