Setor de serviços acumula queda de 8,3% de janeiro a novembro de 2020

Houve decréscimo em quatro das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE no ano

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O setor de serviços acumulou queda de 8,3% nos onze primeiros meses de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, houve recuo em quatro das cinco atividades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A divulgação dos dados aconteceu nesta quarta-feira, dia 13. A saber, o volume de serviços subiu 19,2% de junho a novembro, mas isso ainda não reverteu o recuo de 19,6% entre fevereiro e maio do ano passado. 

De acordo com a pesquisa, os serviços prestados às famílias caíram 36,6% em 2020. Dessa forma, provocaram o maior impacto no resultado nacional. Em resumo, o segmento sofreu muita pressão com a queda das receitas de restaurantes, hotéis, bufê e serviços de comida preparada. O IBGE ressaltou que o setor apresenta recuperação lenta devido às atividades presenciais. E isso acontece porque as medidas adotadas contra a pandemia da Covid-19 impedem o funcionamento à plena capacidade para evitar aglomerações. Somado a isso, existe o medo da população em relação à suscetibilidade de contágio. 

Ao mesmo tempo, houve pressão negativa de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-8,1%). Da mesma forma, os serviços profissionais, administrativos e complementares também caíram 11,8% no período. Em ambos os casos, a redução na receita das empresas relacionadas aos segmentos foi a maior influência para o resultado negativo.

Por fim, os serviços de informação e comunicação exerceram o menor impacto no cenário nacional, com queda de 2,0% no acumulado do ano. Os segmentos do setor que apresentaram maiores perdas de receita foram os de telecomunicações, programadoras e atividades relacionadas à TV por assinatura, atividades de exibição cinematográfica, operadoras de TV por satélite e consultoria em tecnologia da informação.

 

Apenas uma atividade de serviços avançou no ano 

Em resumo, a única alta de janeiro a outubro ficou com o setor de outros serviços. Aliás, o aumento alcançou 6,5% em relação ao mesmo período de 2019. Ao contrário do que foi registrado nas outras atividades, houve alta na receita de vários segmentos. Por exemplo, corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias, administração de bolsas e mercados de balcão organizados e atividades de administração de fundos por contrato ou comissão. 

 

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