Servidores e sindicatos de MG se preocupam com as consequências de reforma previdenciária

0

O governo de Minas enviou no último mês a proposta de Reforma da Previdência dos servidores para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O objetivo da reforma é aumentar a contribuição previdenciária dos servidores do Estado e tentar garantir uma economia de R$ 32,6 bilhões nos próximos dez anos. 

Atualmente os funcionários públicos do estado sofrem um desconto mensal de 11% em seus salários. Caso a proposta seja aprovada, este valor poderia variar entre 13% a 19%, a depender da faixa salarial do empregado. 

A proposta também prevê aumento na idade mínima para se aposentar e no tempo de contribuição. No entanto os professores, teriam uma mudança diferente. 

Segundo a equipe do governador Romeu Zema, a proposta é resposta ao não fechamento de contas que vem ocorrendo devido a um rombo na previdência do Estado. De acordo com o governo, de 2013 a 2020, o déficit previdenciário chegou a R$ 130 bilhões.  

O governo afirmou que caso a proposta seja aprovada na ALMG, irá atingir 184 mil funcionários públicos, mas que 153 mil, ou seja 83%, ganham até R$ 6.000 e teriam o desconto máximo de 14% no salário.  

Apesar de o aumento do desconto ser de apenas 3% nessa faixa, os servidores demonstraram bastante insatisfação com a medida, confira o depoimento de um funcionário: 

“Vai fazer com que a gente tenha gastos maiores e fazer com que o salário perca o valor real dele. Além da gente ter a nuance de estar sem aumento, vamos ter um desconto maior e vamos ter que refazer o orçamento familiar”, lamenta. 

Os sindicatos afirmam que o governo agiu com más intenções, pois aproveitou a reforma da previdência para passar também uma reforma administrativa. 

Em resposta as acusações o governo de Minas afirmou através de nota que “O maior gargalo para a estruturação das contas do Estado é a previdência, que acumula déficit de cerca de R$ 130 bilhões desde 2013” e que “As mudanças não afetam os benefícios já usufruídos pelos servidores e respeitam o direito adquirido, assim como o abono permanência”. 

Ainda pontuou que “enviou a proposta à Assembleia ciente da importância da análise por parte de parlamentares e de debates envolvendo servidores e população no Legislativo durante a tramitação”. 

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.