Sem patrocinador e em crise por causa da pandemia, ONG de apoio a pessoas com câncer procura meios de atender no próximo Outubro Rosa

Casos parecidos estão ocorrendo em instituições sociais

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A ONG Cabelegria é um dos retratos de como a pandemia de coronavírus tem afetado as instituições sociais de todo o país, inclusive as que prestam serviços de saúde para pessoas em estado vulnerável, como as portadoras de vários tipos de câncer.

Atendendo a crianças que perdem os seus cabelos por causa dos tratamentos de radioterapia e de quimioterapia, a ONG Cabelegria está encontrando dificuldades para oferecer as perucas aos seus assistidos, inclusive por causa da perda de um importante patrocinador.

Ao mesmo tempo, a pandemia não fez com que a demanda por atendimento na ONG diminuísse: pelo contrário, cada vez mais pacientes de câncer estão procurando por perucas. De acordo com os seus dirigentes, a quantidade de pedidos subiu quatro vezes.

Pacientes também relutam em manter o seu tratamento em época de pandemia

Mesmo que haja bastante paciente de câncer procurando por atendimento na ONG Cabelegria, os médicos enfrentam um problema com os portadores de tumores malignos.

Isso porque esses pacientes, em número considerável, têm resistido a fazer os tratamentos nos hospitais por medo da contaminação pelo coronavírus. Por isso, muitos têm desistido de fazer as suas radioterapias e quimioterapias por causa do medo de se contaminarem e desenvolverem sintomas mais graves devido à baixa imunidade.

Com esse cenário, os especialistas oncológicos já fizeram diversos comunicados públicos para assegurar que os pacientes de câncer retornem aos centros de acompanhamento para exames e para a ministração das terapias intravenosas.

Situação financeira das ONGs que ajudam pessoas com câncer fica mais difícil

Quase 30% das instituições eu ajudam pessoas com câncer estão apresentando queda de rendimentos nos últimos seis meses, desde que a pandemia teve início.

Um dos motivos é a falta de verba para doações, considerando que muitas empresas tiveram de cortar gastos em decorrência da diminuição de clientes e de contratos. Dessa forma, não sobra quantia para ser doada às ONGs, dentre elas as de apoio a doentes.

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