Saúde, Fiocruz e UFRJ fazem acordo para disponibilização de exame de genotipagem para pacientes com HIV

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Os pacientes que vivem com o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana, do inglês Human Immunodeficiency Virus), com indicação para o realizar o exame de genotipagem, passam a contar com o auxílio de dois laboratórios. São eles: o Laboratório de Aids e Imunologia Molecular – IOC da Fiocruz e  o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A parceria é realizada com o Ministério da Saúde (MS).

De acordo com o MS, em todo o país, mais de 700 mil pessoas estão em terapia antirretroviral, sendo que a média mensal de realização destes exames de genotipagem é de 780 testes.

“A pasta ressalta que a realização do exame não é necessária para dar início ao tratamento e ao acompanhamento da maior parte dos casos de HIV. Isso porque o Brasil disponibiliza, por meio do SUS, medicamentos que, quando utilizados de forma contínua, têm baixa probabilidade de o paciente não responder adequadamente ao tratamento (falha terapêutica)”, explica.

Além disso, o MS informa que o pregão para contratação da empresa que fornecerá o serviço no Sistema Único de Saúde (SUS) está em andamento, “em fase de análise da documentação técnica”, afirma.

Sobre o exame

O exame de genotipagem de HIV é de extrema importância nos casos de falha da terapia antirretroviral e para algumas situações de início de tratamento para HIV/Aids, como: gestantes, crianças e situações de coinfecção de tuberculose.

“Cabe ressaltar que, apesar dos desafios vivenciados neste ano devido à pandemia da Covid-19, o Brasil foi um dos poucos países onde não foi registrado desabastecimento de medicamentos e testes para diagnóstico e monitoramento do HIV e Hepatites”, informa o MS.

Quanto à genotipagem de hepatite C, o Ministério da Saúde esclarece que as pessoas que não tiverem acesso ao exame poderão receber tratamento com medicamentos pangenotípicos (para todos os tipos de vírus da hepatite C) que não necessitam de realização prévia do exame. Essas ações são realizadas para minimizar os prejuízos ao paciente. A pasta informa ainda que há estoques disponíveis e suficientes para oferta desse tipo de tratamento.

Com informações do Ministério da Saúde

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