Safra de grãos em 2021 deve superar em 3,4% nível do ano passado

Nova estimativa do IBGE para a safra deste ano aponta queda de 0,6% em relação à última projeção, o que representa 1,7 milhão de toneladas a menos

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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (10) a oitava estimativa para a safra de grãos de 2021. De acordo com o levantamento, a produção nacional de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 262,8 milhões de toneladas neste ano.

Isso representa um aumento de 3,4% na comparação com a safra obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas), o que representa um crescimento de 8,6 milhões de toneladas. No entanto, caiu 0,6% em relação à última estimativa, que projetava um avanço de 4,0%, para 264,5 milhões de toneladas.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) aponta que “a área a ser colhida é de 68,0 milhões de hectares, com alta de 3,9% frente a 2020 (mais 2,5 milhões de hectares)”, afirmou o IBGE. Com isso, a estimativa da área teve alta de 0,2% ou 119,7 mil hectares.

Veja o que deve puxar a safra de grãos em 2021 

O levantamento do IBGE mostra que o aumento de 9,4% na produção da soja deve puxar a produção nacional de grãos para cima, alcançando 132,9 milhões de toneladas e batendo recorde. Por sua vez, a produção do arroz deve atingir 11,4 milhões de toneladas, com alta de 2,8% em relação a 2020.

Em contrapartida, a produção de milho deve cair em 2021 (-3,9%), na comparação com o ano anterior, atingindo 99,2 milhões de toneladas. Da mesma forma, a produção de algodão herbáceo deve cair no período (-19,7%), registrando o tombo mais expressivo e atingindo 5,7 milhões de toneladas.

A saber, “o arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 87,7% da área a ser colhida”, informou o IBGE. Em relação a área a ser colhida, houve acréscimos para o milho (6,2%), e a soja (4,2%). Contudo, arroz (-0,1%) e algodão (-16,0%) devem ter menos áreas em 2021.

“As regiões Sul (10,8%), Sudeste (6,0%), Nordeste (5,3%) e Norte (1,4%) tiveram acréscimos em suas estimativas”, destacou o IBGE. “Por outro lado, o Centro-Oeste, que é o maior produtor (45,5% da produção do país), teve redução de 1,8% em sua estimativa”, completou o IBGE.

Ainda segundo o levantamento, Mato Grosso lidera com folga o ranking nacional, concentrando 26,9% da produção do país. Em seguida, vêm Paraná (14,6%), Rio Grande do Sul (13,9%), Goiás (9,8%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (6,5%), que, somados, representam 80,1% do total nacional.

Por fim, vale ressaltar que o IBGE divulga mensalmente as projeções para a safra de cada ano. Por isso, todas as estimativas são passíveis de alterações no decorrer deste ano.

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