Safra de grãos deve alcançar 254,1 milhões de toneladas em 2020, diz nova estimativa

Caso a projeção seja confirmada, a produção atingirá um novo recorde

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A estimativa de dezembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra nacional de grãos deve superar a anterior em 5,2%. A saber, a projeção aponta para uma marca de 254,1 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 2,1 milhões de toneladas, em relação à última prévia divulgada. Em suma, a safra anterior alcançou a marca de 241,5 milhões de toneladas em 2019. Ou seja, um aumento de 12,6 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, e um novo recorde nacional. O IBGE divulgou as projeções do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola nesta quarta-feira, dia 13. 

De acordo com o relatório, a área a ser colhida subiu de 65,3 para 65,4 milhões de hectares. Nesse caso, há um crescimento de 3,5% em relação a 2019, o que corresponde a 2,2 milhões de hectares a mais em 2020.

Além disso, a estimativa da safra traz três itens que, somados, correspondem a 92,7% do total: arroz, milho e soja. Os produtos também equivalem a 87,1% da área colhida. 

 

Há ganhos e perdas na nova estimativa para a safra

Em relação a novembro, houve um crescimento nas projeções para a produção da batata-inglesa da 3ª safra (43,5% ou 299 mil toneladas), do café arábica (3,2% ou 87,4 mil toneladas), do milho 2ª safra (3,0% ou 2,3 milhões de toneladas), uva (1,5% ou 20,7 mil toneladas), cevada (0,6% ou 2,1 mil toneladas) e milho 1ª safra (0,0% ou 594 toneladas). Por outro lado, as seguintes produções tiveram declínio: castanha-de-caju (-7,9% ou 11,9 mil toneladas), laranja (-7,4% ou 1,3 milhão de toneladas), trigo (-2,7% ou 172,7 mil toneladas), batata-inglesa 1ª safra (-2,0% ou 33,3 mil toneladas), cana-de-açúcar (-1,8% ou 12,6 milhões de toneladas), aveia (-1,2% ou 11,5 mil toneladas), café canephora (-0,6% ou 5,2 mil toneladas) e batata-inglesa 2ª safra (-0,2% ou 2,4 mil toneladas).

 

Veja detalhes por estados e regiões

Em resumo, Mato Grosso é o maior produtor nacional de grãos, respondendo por 28,7% da produção do Brasil. Em seguida, vêm Paraná (15,9%), Rio Grande do Sul (10,3%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8,7%) e Minas Gerais (6,2%). Aliás, somados, estes estados concentram cerca de 80,0% da produção nacional. Já em relação às regiões brasileiras, a configuração é a seguinte: Centro-Oeste (47,9%), Sul (28,8%), Sudeste (10,1%), Nordeste (8,9%) e Norte (4,3%).

Por fim, as projeções apontam crescimento na produção dos seguintes estados: Mato Grosso do Sul (2,0 milhões de toneladas), São Paulo (177 mil toneladas), Goiás (55,9 mil toneladas), Paraná (54,4 mil toneladas), Tocantins (35,1 mil toneladas), Pernambuco (4,7 mil toneladas), Acre (232 toneladas) e Espírito Santo (28 toneladas). No entanto, também houve declínio em algumas estimativas. A saber, os estados são: Rio Grande do Sul (-232,0 mil toneladas), Rondônia (-7,9 mil toneladas),  Amapá (-2,6 mil toneladas), Alagoas (-1,7 mil toneladas), Ceará (-784 toneladas), Rio Grande do Norte (-52 toneladas), Minas Gerais (-390 toneladas), Maranhão (-90 toneladas) e Piauí (-61 toneladas)

 

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