Revolta de Beckman: causas, contexto histórico e fim

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Com as dificuldades, a grande insatisfação dos moradores da cidade de São Luís, no Maranhão, durante o final do século XVII perante a administração colonial, foi o principal motivo para o início da Revolta de Beckman. Dentro dessa insatisfação, encontrava-se o descontentamento com o monopólio comercial e a escravização dos indígenas.

Quando o assunto é econômico, a revolta se resumia entre os interesses dos colonos e os comerciais. Com isso, acumulou-se com as denúncias referente a favorecimento de terceiros envolvendo valores baixos e má qualidade em produtos por parte da Companhia de Comércio do Maranhão.

Já no caso da escravização, ocorreu porque os jesuítas eram contra os colonos não aceitando a ação. Com essa postura, os índios ficavam em suas mãos, aprendendo sua cultura e também o catolicismo. E isso perturbava os colonos, já que a Companhia de Comércio do Maranhão não entregava os escravos africanos, dando as opções de escravizar somente os indígenas.

Contexto histórico

A Revolta de Beckman teve início no dia 24 de fevereiro de 1684 durante uma procissão religiosa que ocorria na cidade de São Luís. Tudo foi pensado antes. Durante o evento, os cidadãos renderam os guardar e controlar pontos estratégicos da cidade.

Tomás Beckman, João de Sousa de Castro e Manuel Coutinho faziam parte deste novo governo chamado Junta Geral de Governo, que visava a expulsão dos jesuítas, deposição do capitão-mor e a abolição da Casa de Estanco. Porém, eles foram perdendo a força por conta da personalidade controladora de Manuel Beckman.

O fim da revolta de Beckman

Após mais de um ano de revolta, a esquadra de Gomes Freire de Andrade foi enviada para São Luís para recuperar o comando da cidade sem dificuldades.  Gomes se tornou o novo governador do Maranhão e ditou as punições para os envolvidos. Antes disso, muita gente fugiu por medo.

Mas, Manuel B. junto a Jorge de Sampaio de Carvalho foram condenados à forca no mesmo tempo em que Eugênio Ribeiro Maranhão e Tomás B. foram presos.  Enquanto que Belquior Gonçalves acabou sendo mandado de volta para Portugal. Já os outros envolvidos, foram apenas multados.

A cerca de tudo, a proibição da escravização de índios foi revisada pela coroa e os jesuítas voltaram a explorar a mão escrava. Porém, apenas no ano de 1688 que foi estipulada uma nova lei perante os critérios de escravização indígena, o que estimulou o retorno de expedições para captura de novos índios. Em 1755, por ordem do Marquês de Pombal, a escravização dos índios foi proibida.

 

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