Retomada dos serviços gera receio nos trabalhadores

Com a volta gradual dos serviços, muitos brasileiros temem os perigos de voltar a trabalhar normalmente, todos os dias

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Devido à pandemia da Covid -19, a maior parte das empresas alterou a dinâmica de trabalho, em especial, adotando o sistema home Office ou suspensão de contrato. No entanto, em alguns estados, com a retomada gradual de empresas, como da área do comércio e outros serviçoss não-essenciais, muitos locais já estão voltando “ao normal”.

E, com isso, trabalhadores questionam: estamos no momento certo para o retorno aos ambientes corporativos?

Retomada dos serviços: medo e preocupação

O fim do home Office, assim como o retorno ao espaço físico do trabalho não é tão animador para alguns trabalhadores. Uma cabeleireira de São Paulo, por exemplo, entrevistada pela revista Você S/A, conta que tem bastante receio de voltar ao salão de beleza. Segundo a profissional, ela tem filhos pequenos e teme se contaminar com a saída de casa e transmitir o vírus aos familiares.

Ainda, a cabeleira diz que mesmo ganhando menos durante o isolamento, se sentia protegida. Além disso, terá de gastar com alguém para ficar com as crianças, uma vez que as escolas estão fechadas.

Frente a essa situação, que está afetando milhões de brasileiros, a revista entrevistou Adriana Ribeiro da CFO – uma agência de soluções para comunicação e negócios. De acordo com Adriana, o retorno ao trabalho traz benefícios à empresa, à economia e aos trabalhadores.

No entanto, Adriana também pondera que é essencial que as empresas preparem-se antes, com cuidado, para a retomada da rotina presencial. Ela diz, por exemplo, que nem todos os funcionários poderão “trabalhar normalmente”, pois fazem parte do grupo de risco ou moram com pessoas que fazem.

Nesse caso, o contratante deve ter bom senso, responsabilidade e traçar estratégias, junto ao trabalhador e à chefia.

Empatia e responsabilidade

Outro alerta que Adriana fez à publicação, é que as necessidades dos colaboradores devem ser analisadas, ainda mais com o atual cenário e por estarmos vivendo uma pandemia que não se encerrou. Ela alerta que o vírus ainda circula e faz vitimas e, assim, a retomada indiscriminada do trabalho presencial pode ser algo bem perigoso, até mesmo, catastrófico.

A executiva da agência finaliza que é preciso empatia por parte dos empregadores, ainda que a empresa precise “voltar ao normal”. Para ela, é uma questão não só de tolerância, mas de responsabilidade social.

 

Com informações da revista Você S/A

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