Rendimento médio real fica estável no trimestre encerrado em outubro, diz IBGE

Informalidade sobe e subutilização cai no período

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O rendimento médio real habitual no Brasil ficou em R$ 2.529 no trimestre de agosto a outubro deste ano. Em comparação com o trimestre anterior, o rendimento ficou estatisticamente estável (R$ 2.568). Já em relação ao mesmo período de 2019, houve um avanço de 5,8%, já que o rendimento, àquela época, chegava a R$ 2.391.

Da mesma forma, a massa de rendimento habitual ficou estável no trimestre encerrado em outubro, quando comparada ao trimestre anterior, chegando a R$ 207,9 bilhões. No entanto, apresentou uma queda de 5,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o que corresponde a uma perda de R$ 11,7 bilhões. 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou as informações nesta terça-feira, dia 29. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua). 

 

Informalidade cresce

De acordo com o levantamento, a taxa de informalidade alcançou a marca de 38,8% da população ocupada no trimestre de agosto a outubro. A saber, o percentual corresponde a 32,7 milhões de trabalhadores informais. Com o resultado, a taxa apresentou elevação de 1,4 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior. Aliás, o nível alcançado de maio a julho chegou a 37,4%. Por outro lado, na comparação com o mesmo trimestre de 2019, houve um recuo de 2,4 pontos percentuais (p.p.), já que a taxa de informalidade verificada no ano passado chegou a 41,2%.

 

Taxa de subutilização cai

Por fim, ainda segundo o IBGE, a taxa composta de subutilização caiu 0,7 p.p. no trimestre de agosto a outubro, quando comparada ao trimestre anterior. Dessa forma, chegou ao nível de 30,1%, deixando pra trás o recorde da série histórica, atingido no trimestre de maio a julho deste ano. Em contrapartida, em relação ao mesmo período de 2019 (23,8%), houve forte alta de 5,7 p.p. Ao mesmo tempo, a população subutilizada não teve variação significativa em comparação com o trimestre anterior, segundo o IBGE. Assim, o nível ficou em 32,5 milhões de pessoas. Contudo, em relação ao mesmo trimestre móvel do ano passado, a taxa disparou 20,0%. Ou seja, 5,4 milhões de pessoas subutilizadas a mais no Brasil.

 

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