Renda dos trabalhadores cai mais de 20% na pandemia

O trabalhador com menor salário foi o que teve maior perda, aponta pesquisa da Fundação Getúlio Vargas

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Conforme pesquisa da FGV Social (Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas), a renda do trabalhador brasileiro caiu 20,1%, em média. No caso, desde o inicio da pandemia.

Entenda os resultados do levantamento!

 

Renda cai para os mais vulneráveis

A pesquisa da FGV Social considerou os efeitos da pandemia. Além disso, comparando o segundo trimestre (abril, maio e junho) de 2020 com o primeiro (janeiro, fevereiro e março).

Por exemplo, no segundo trimestre, a renda teve queda de R$ 1.118 para R$ 893. Ainda de acordo com o levantamento, a comparação entre esses dois períodos mostra que a desigualdade – que aumentou 2,82%.

Apesar do cenário ruim, o impacto da pandemia na renda da população mais pobre foi ainda maior. Ou seja, a metade mais pobre da população brasileira perdeu 27,9% de sua renda. Assim, de R$ 199 para R$ 144.

Enquanto isso, os 10% mais ricos perderam 17,5%. Ou seja, de R$ 5.428 para R$ 4.476.

“Trata-se de uma recessão excludente. Onde o bolo da renda cai para todos. No entanto, com mais força entre os mais pobres.”, diz o estudo, mesmo considerando o auxílio emergencial.

 

Indígenas e analfabetos tiveram maiores perdas

 

renda

Assim, os grupos que mais perderam renda foram os indígenas (-28,6%) e analfabetos (-27,4%). Em seguida, jovens entre 20 e 24 anos (-26%).

De acordo com a pesquisa, a queda na renda de 20,1% foi impulsionada pela redução na jornada de trabalho. Lembrando, que essa foi uma alternativa do governo no início da pandemia, a fim de evitar a perda de empregos.

Por outro lado, a taxa de ocupação caiu 9,9%. No entanto, especialistas da FGV Social analisam que poderia ter caído 22,8%. No caso, se houvesse a redução das jornadas.

“O efeito poupador de postos da redução na jornada de trabalho socializa perdas mais permanentes no mercado. Além disso, o efeito foi maior entre as mulheres. Assim como entre os empregados privados formais mais pobres.”, destaca a pesquisa sobre a renda na pandemia da FGV Social.

 

 

 

Fonte: assessoria de imprensa da FGV

 

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