Relatório acusa China de esterilizar pessoas da população uigur

Relatório detalha uma série de procedimentos desumanos contra pessoas da etnia uigur. País nega acusações feitas pelo estudo

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Um relatório divulgado nesta segunda-feira (29), acusa a China de praticar processos desumanos contra pessoas da minoria uigur. De acordo com a acusação, os chineses estariam atuando para esterilizar mulheres desta etnia.

Este processo, ainda de acordo com o relatório, estaria acontecendo na região de Xinjiang, que fica no Noroeste do país. É justamente a área do país que concentra a maior parte da população uigur. Seja como for, os chineses negam as acusações.

O relatório afirma que a China estaria adotando essas medidas para tentar reduzir as taxas de natalidade desta minoria. Caso a acusação seja verdadeira, a China estaria utilizando técnicas para tentar acabar com pessoas dessa etnia em um longo prazo.

O pesquisador alemão Adrian Zenz, apresentou como um dos indícios a forte queda nas taxas de natalidade desse povo desde o ano de 2016. Para chegar nesta conclusão, o pesquisador considerou documentos oficiais do governo e relatos de mulheres que vivem no local.

Esta denúncia já tinha sido feita por mulheres. Elas denunciavam a existência de uma espécie de “controle forçado de natalidade”. Nesta segunda-feira (29), a agência de notícias Associated Press publicou o relatório. Nele, os jornalistas mostram estatísticas retiradas de documentos oficiais, além de entrevistas com ex-detidos e até um antigo instrutor que trabalhava em um desses supostos campos.

Minoria Uigur

Não é de hoje que a China é alvo de denúncias internacionais de perseguição ao povo uigur. Os uigures são um povo de origem otomana e que constituem uma das 56 etnias da China. De acordo com os dados oficiais, há mais de 8 milhões de uigures ao redor do mundo.

Até a publicação desta matéria, a China não tinha se pronunciado sobre a denúncia publicada pela agência de notícias. Mas o fato é que os chineses têm negado veementemente cada uma das denúncias internacionais que surgem neste sentido.

A denúncia acontece justamente em um momento em que a China está passando por um período de tensão com os Estados Unidos. Relações com Hong Kong e a pandemia do novo coronavírus dão o tom para esta piora de relação entre os dois países.

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