Reino Unido: Covid e Brexit crescem temores por falta de alimentos

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Os últimos dias antes do Natal costumam ser bastante caóticos nos supermercados do Reino Unido todos os anos, com compradores ansiosos para terminar as compras festivas. Assim como no Brasil, é um período de corrida a itens que muitas pessoas raramente compram em outras épocas do ano. Os produtos voam das prateleiras em grandes quantidades.

A imprensa internacional destaca que os temores dos consumidores ressurgiram depois que a França decidiu fechar temporariamente a fronteira com o Reino Unido no fim de semana. Os supermercados britânicos dependem muito da rota do Canal da Mancha para produtos frescos, especialmente nos meses mais frios do ano. 

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Um grande varejista alertou nesta segunda-feira (21) que o fechamento da fronteira pode causar lacunas nos estoques em breve. Alface, salada de folhas, couve-flor, brócolis e frutas cítricas podem acabar em uma semana.

Transporte de mercadorias ao Reino Unido

Normalmente, milhares de caminhões cruzam o Canal da Mancha por mar e por trem. No entanto, o transporte diário de mercadorias está suspenso porque a rota está fechada para veículos que viajam do Reino Unido para a França.

“Embora as mercadorias possam entrar da França, poucas empresas de transporte estão dispostas a enviar caminhões e motoristas para o Reino Unido sem uma garantia de que eles podem retornar à União Europeia em tempo hábil”, disse Andrew Opie, diretor do British Retail Consortium, um grupo da indústria.

Ele disse que os varejistas já tomaram precauções antes do período de Natal, mas que qualquer fechamento prolongado seria um problema.

Os suprimentos também diminuíram significativamente para outros produtos menos associados à época festiva, como por exemplo massas e papel higiênico. Esses foram os itens que faltaram durante o primeiro confinamento por cauda da covid-19 em março e abril.

No momento, os varejistas insistem que há bastante comida. Contudo, especialistas alertam que o quadro pode mudar por causa das restrições ao coronavírus previstas para durar até janeiro e nenhum acordo comercial pós-Brexit em vista.

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