Reino Unido aprova vacina da Oxford, que tem armazenamento mais fácil

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O Reino se tornou nesta quarta-feira (30) o primeiro país a autorizar a vacina da Oxford contra a covid-19, que é mais fácil de manusear. De acordo com os desenvolvedores, a expectativa é essa seja a “vacina para o mundo”. 

vacina da Oxford

A aprovação e a mudança na política para acelerar o lançamento da vacina no Reino Unido ocorre em meio ao aumento das infecções. Além disso, o país alerta para a lotação nos hospitais britânicos.

O Departamento de Saúde inglês disse que aceitou uma recomendação da agência reguladora de medicamentos do Reino Unido para autorizar o uso emergencial da vacina. O imunizante é desenvolvido pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, que também tem sede na Inglaterra, em Cambridge.

“O lançamento começará em 4 de janeiro e realmente acelerará nas primeiras semanas do próximo ano”, disse o secretário de saúde britânico Matt Hancock. O Reino Unido já comprou 100 milhões de doses da vacina Oxford.

O executivo-chefe da AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou que a empresa poderia começar a enviar as primeiras doses da vacina ainda nesta quarta ou na quinta-feira (31). “A vacinação começará na próxima semana e chegaremos a 1 milhão”, estimou.

Centenas de milhares de pessoas no Reino Unido já receberam uma vacina diferente. O produto foi feito pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa alemã BioNTech, que exige temperatura de -75ºC para o armazenamento.

A vacina Oxford

Antes da aprovação da vacina Oxford, o Reino Unido começou a aplicar segunda dose do imunizante fabricado pela Pfizer-BioNTech. As vacinas contra o coronavírus são tipicamente aplicadas em duas doses, com uma injeção inicial seguida de um reforço cerca de três semanas depois.

Mas em uma mudança de abordagem, o governo britânico disse que com a vacina AstraZeneca priorizaria dar uma única dose ao maior número possível de pessoas, o que se acredita dar uma grande medida de proteção contra o vírus. Ainda segundo o governo do país,  as pessoas com maior risco teriam prioridade e todos receberiam uma segunda dose 12 semanas após a primeira.

De acordo com Sarah Gilbert, uma cientista de Oxford envolvida no projeto AstraZeneca, ter outra vacina disponível significa que mais pessoas podem obter proteção. “É uma abordagem diferente da Pfizer-BioNTech, da Moderna Inc, e de outros laboratórios”, destaca.

A mídia britânica descreve que o armazenamento ultracongelado de que essas outras vacinas precisam é “muito impraticável” nos países em desenvolvimento, como no Brasil. Dessa forma, significa que a vacina Oxford pode alcançar mais partes do mundo do que o da Pfizer.

Assim, a expectativa é de que a vacina Oxford-AstraZeneca seja confiável em muitos países devido ao baixo custo, disponibilidade e facilidade de uso. Isso porque ela pode ser mantida em refrigeradores, em vez do armazenamento ultra-arrefecido que outros imunizantes exigem. 

De acordo com a empresa, cada dose estará à venda por 2,50 dólares (R$ 13). O plano é fazer três bilhões de doses até o final de 2021.

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