Rei da Suécia diz que o país falhou na luta contra a covid-19

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Na entrevista anual no final do ano à televisão sueca, o rei da Suécia Carlos XVI Gustavo falou sobre os efeitos da pandemia de covid-19 no país. Ele criticou duramente a abordagem do governo para conter a propagação do vírus, diferente de todos os outros países da Europa.

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Durante a primeira onda de contágios, o governo sueco optou por não impor bloqueios, limitando-se a emitir recomendações e contando com a responsabilidade individual dos cidadãos, em parte na tentativa de salvar a economia. Os casos de contágio por habitante na Suécia superaram os da Itália e do Reino Unido – enquanto as mortes em proporção aos habitantes foram ligeiramente menores. 

As estatísticas da Suécia foram muito piores do que as de outros países nórdicos, como Dinamarca, Finlândia e Noruega. Os três aplicaram bloqueios rápidos e conseguiram quebrar a curva de contágio de forma bastante eficaz, reduzindo o número de vítimas.

Com a chegada da segunda onda, o governo sueco mudou de atitude. Desde o final de novembro, o país impôs algumas restrições. Por exemplo, proibir reuniões entre mais de oito pessoas, fechar escolas e banir a venda de bebidas alcoólicas a partir das 20h. 

Em contrapartida, as medidas criadas pela Suécia são muito frouxas em relação às adotadas pelo resto da Europa. Por exemplo, os restaurantes, bares e todas as lojas estão abertos e não há recomendação oficial sobre o uso de máscaras. A temporada de esqui está aberta aos turistas.

Pandemia na Suécia

A situação da pandemia tornou-se ainda mais grave nos últimos dias, com média diária em torno de 20 mil novos casos. Leitos de UTI estão quase esgotados em todo país. Na região de Estocolmo, a capital, a capacidade já atingiu 100%. 

Com 10,2 milhões de habitantes, a Suécia registra 349 mil casos de covid-19 e 7.802 mortes, de acordo com dados desta quinta-feira (17). 

Nos últimos dias, uma comissão encarregada de investigar a resposta da Suécia à pandemia de coronavírus publicou os primeiros resultados de sua pesquisa. O relatório concentra as informações na gestão de lares de idosos e na proteção dos grupos de maior risco da população. A investigação constatou graves deficiências estruturais e problemas na resposta à emergência, e que a “responsabilidade geral” pelo ocorrido recai sobre o atual governo, assim como os anteriores.

 

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