Rebeliões em presídios do Equador deixam ao menos 75 mortos

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Pelo menos 75 pessoas foram mortas na última terça-feira (23) e dezenas ficaram feridas em três presídios no Equador. Gangues rivais entraram em confronto porque lutam para ter o controle das instalações. Alguns dos presidiários gravaram e divulgaram vídeos de assassinatos e decapitações sangrentas nas redes sociais.

Os distúrbios começaram na noite da última segunda-feira (22), quando prisioneiros fizeram os guardas da prisão como reféns. Desde então, a mídia local informou que várias ambulâncias foram vistas saindo dos complexos penitenciários. Imagens e vídeos que circulam na internet mostram os presos reunidos no telhado de uma prisão com policiais ao redor do prédio.

O governo do Equador enviou 800 policiais para restaurar a ordem dentro das prisões. De acordo com a mídia local, vários policiais também ficaram feridos, mas nenhuma morte foi registrada entre o pessoal de segurança. Como resultado da rebelião, o governo instruiu o Exército a impor controles rígidos sobre armas, munições e explosivos. 

Cidades onde estão as três prisões com rebeliões no Equador

As três penitenciárias estão nas cidades de Guayaquil, a oeste do país, Latacunga, no centro, e Cuenca, ao sul. Depois que as notícias dos distúrbios e assassinatos se espalharam, dezenas de parentes dos detidos se reuniram em frente às instalações em busca de mais informações.

Rebeliões no Equador

Nas prisões de alguns países da América Latina, quase sempre superlotadas, os confrontos mortais e sangrentos entre gangues são frequentes. As gangues lutam pelo controle das instalações, que funcionam como centros de gestão do narcotráfico e outras atividades criminosas.

O presidente do Equador, Lenin Moreno, tuitou que as gangues realizaram “atos simultâneos de violência em várias prisões do país”. Os distúrbios coincidiram com uma marcha de centenas de indígenas à capital Quito. O grupo exige a recontagem dos votos depois que o primeiro turno das eleições presidenciais neste mês deixou o candidato indígena fora da disputa.

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